quarta-feira, 28 de maio de 2008

Renova Energia vai à Bovespa em busca de recursos para energia renovável

A Renova Energia, empresa holding do grupo composto pela Enerbras Centrais Elétricas e pela Energética Serra da Prata, vai a mercado em busca de recursos para expandir seus negócios de geração de energia elétrica por fontes alternativas.

A companhia já entrou com pedido de companhia aberta junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e também tem registrada uma oferta de units (certificados de depósito de ações), sendo cada um composto de uma ação ordinária e duas preferenciais.

A minuta do prospecto ainda não apresenta a quantidade de units que será emitida nem a faixa estimativa de preço, mas aponta que a companhia estará listada no Nível 2 de Governança Corporativa da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Os papéis serão ofertados no Brasil e nos Estados Unidos sob a coordenação o UBS Pactual e Morgan Stanley.

A oferta será destinada exclusivamente a investidores qualificados, ou seja, aqueles que comprovem investimentos financeiros superiores a R$ 300 mil reais. Mesmo com essa barreira ao pequeno investidor, no caso de rateio na oferta de dispersão, a companhia adotará o critério diferenciado, que divide os investidores com prioridade e sem prioridade de alocação. O direito à prioridade depende de dois fatores, a requisição de tal classificação, e do atestado de bom comportamento, ou seja, será atendido aquele investidor que não ter não tiver "flipado" (no jargão de mercado, vendido as ações no dia da estréia) em ofertas anteriores.

O controle da Renova é da RRI Participações, holding que tem seu capital divido entre a RR Participações, empresa detida por Ricardo Lopes Delneri e Renato do Amaral Figueiredo (membros do conselho de administração), e pelo fundo InfraBrasil, cujos quotistas são grandes fundos de pensão e investidores brasileiros, como Petros, Funcef e BNDESPar. O Banco Interamericano de Desenvolvimento é um dos principais financiadores do InfraBrasil.

Formalmente constituída em 2006, a companhia possui 3 PCHs em operação, totalizando 41,8 MW de capacidade instalada. A empresa possui ainda um portfólio composto por 45 projetos de PCH em processo de autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Annel), totalizando 400 MW e 43 inventários de rios, que incluem 83 PCHs, totalizando 868 MW.

A Renova também é dona do plano para o maior complexo eólico do país, formado por 40 parques contíguos que juntos totalizam 1.105 MW. Segundo a companhia, tal projeto de geração de energia eólica é quatro vezes maior que a capacidade eólica instalada atualmente no Brasil e representa 1,1% da atual capacidade instalada total.

A companhia começou suas atividades no setor elétrico em 2000, quando a controlada Enerbras Centrais Elétricas começou atuar na prospecção de negócios em comercialização e no desenvolvimento de aproveitamentos hidrelétricos.

(Eduardo Campos | Valor Online)