Por: Nathália A. Terra Pereira
Após forte deterioração nos meses de janeiro e março deste ano, as condições em torno das principais praças bursáteis latino-americanos voltaram a se apresentar positivas, segundo a visão dos analistas do Citi, expressa em relatório divulgado na última sexta-feira (9).
De acordo com a equipe do banco de investimentos, vários são os indicadores que comprovam tal visão. Um deles é o fluxo de capitais entre a América Latina em relação ao restante do mundo, que após ter atingido no final de março a saída de US$ 20,1 bilhões, agora registra um ingresso de US$ 387 milhões.
Ademais, a percentagem de papéis latino-americanos operando acima de suas médias móveis referentes a um período de 200 dias cresceu significativamente frente ao começo do ano, em um desempenho liderado pelas bolsas do Brasil e México, que têm, respectivamente, 56% e 55% de suas ações dentro de tal perfil.
Entretanto, o otimismo não está isento de projeções cautelosas, pelo contrário. O Citi observa que a parcela de recomendações de "compra" para os ativos da região vem sofrendo forte declínio, ocasionado por resultados decepcionantes advindos principalmente de empresas de telecomunicações, o setor com as piores perspectivas no continente.
Brasil: poderia ser melhor
A cautela se estende também ao mercado acionário brasileiro. Embora reconheça que o advento do investment grade tenha melhorado as condições na bolsa por aqui, a equipe do Citi pondera que o ambiente de risco ainda se encontra mais elevado do que no começo do ano.
Na visão dos analistas, a volatilidade segue predominante nas principais praças financeiras externas, o que acaba por penalizar o desempenho do risco-país, mesmo após a elevação do rating ao país pela Standard & Poor's.
Além disso, o Citi observa que, embora 56% dos papéis brasileiros operam acima de suas médias móveis, tal desempenho poderia ser melhor, visto que o México apresenta parcela similar de 55%, e ainda assim, sua bolsa não opera em torno de recordes históricos, como opera o Ibovespa.
Recomendações
Neste contexto, os analistas do banco escolhem seus papéis preferidos na renda variável brasileira. Confira os eleitos e suas projeções:
*Potencial de valorização visando dezembro de 2008, com base na cotação de fechamento do último pregão
Após forte deterioração nos meses de janeiro e março deste ano, as condições em torno das principais praças bursáteis latino-americanos voltaram a se apresentar positivas, segundo a visão dos analistas do Citi, expressa em relatório divulgado na última sexta-feira (9).
De acordo com a equipe do banco de investimentos, vários são os indicadores que comprovam tal visão. Um deles é o fluxo de capitais entre a América Latina em relação ao restante do mundo, que após ter atingido no final de março a saída de US$ 20,1 bilhões, agora registra um ingresso de US$ 387 milhões.
Ademais, a percentagem de papéis latino-americanos operando acima de suas médias móveis referentes a um período de 200 dias cresceu significativamente frente ao começo do ano, em um desempenho liderado pelas bolsas do Brasil e México, que têm, respectivamente, 56% e 55% de suas ações dentro de tal perfil.
Entretanto, o otimismo não está isento de projeções cautelosas, pelo contrário. O Citi observa que a parcela de recomendações de "compra" para os ativos da região vem sofrendo forte declínio, ocasionado por resultados decepcionantes advindos principalmente de empresas de telecomunicações, o setor com as piores perspectivas no continente.
Brasil: poderia ser melhor
A cautela se estende também ao mercado acionário brasileiro. Embora reconheça que o advento do investment grade tenha melhorado as condições na bolsa por aqui, a equipe do Citi pondera que o ambiente de risco ainda se encontra mais elevado do que no começo do ano.
Na visão dos analistas, a volatilidade segue predominante nas principais praças financeiras externas, o que acaba por penalizar o desempenho do risco-país, mesmo após a elevação do rating ao país pela Standard & Poor's.
Além disso, o Citi observa que, embora 56% dos papéis brasileiros operam acima de suas médias móveis, tal desempenho poderia ser melhor, visto que o México apresenta parcela similar de 55%, e ainda assim, sua bolsa não opera em torno de recordes históricos, como opera o Ibovespa.
Recomendações
Neste contexto, os analistas do banco escolhem seus papéis preferidos na renda variável brasileira. Confira os eleitos e suas projeções:
| Empresa | Código | Preço-alvo | Upside* |
| Ambev (ADR) | ABV | US$ 88,00 | 18% |
| Aracruz (ADR) | ARA | US$ 93,00 | 14% |
| Embraer (ADR) | ERJ | US$ 65,00 | 59% |
| Gerdau | GGBR4 | R$ 78,00 | 6% |
| Itaú | ITAU4 | R$ 57,00 | 21% |
| Lojas Americanas | LAME4 | R$ 22,20 | 70% |
| TAM | TAM | US$ 40,00 | 79% |
| Transmissão Paulista | TRPL4 | R$ 54,10 | 20% |
| Vale | RIO_p | US$ 41,00 | 26% |