Os biocombustíveis de segunda geração ainda não são uma realidade comercializável, mais o próspero país busca se tornar o principal centro asiático de fabricação e comercialização de novas energias limpas.
"Atualmente, todos na região se concentram nos biocombustíveis de primeira geração, mas o que nós queremos é liderar a fabricação de biocombustíveis de segunda geração na Ásia", disse o diretor do Serviço de Pesquisa de Energias do Departamento para o Desenvolvimento Econômico de Cingapura (EDB, em inglês), Julian Ho.
São considerados biocombustíveis de primeira geração os produzidos a partir de cultivos como cana-de-açúcar, milho, palma, que são comercializados como etanol para serem misturados ao combustível tradicional.
Os biocombustíveis de segunda geração são elaborados a partir de produtos que não são usados na alimentação, como celulose, pinhão-manso e lenha, e podem reduzir a emissão de partículas de carbono em mais de 90% se o combustível tradicional tiver concentração de 100%, segundo pesquisa da Royal Dutch Shell.
Até o momento, apenas poucas companhias tiveram êxito no desenvolvimento das tecnologias que precisam ser aprimoradas para empreender a produção de biocombustíveis de segunda geração com garantia de que sua comercialização será viável.
"Enquanto nos biocombustíveis de primeira geração são os recursos agrícolas que desempenham o papel principal, nos de segunda geração é a tecnologia, e Cingapura a tem", disse Ho.
"Nossa localização em uma região rica em recursos naturais facilita nosso acesso rápido às matérias-primas, e contamos com boa infra-estrutura logística", disse.
A maior parte da matéria-prima procede da Malásia e da Indonésia, que produzem 85% do fornecimento mundial de óleo de palma.
O Governo de Cingapura, que destinou US$ 240 milhões no ano passado ao início de um plano de desenvolvimento de energias renováveis, estima que a produção anual de biodiesel ficará ligeiramente acima de 3 milhões de toneladas em 2015.
sábado, 7 de junho de 2008
Cingapura adota como meta produção de biocombustível de segunda geração
Enquanto a maioria dos países aposta no desenvolvimento de combustíveis a partir de cultivos agrícolas, com o Brasil em destaque nesta matéria, Cingapura investe na pesquisa e desenvolvimento dos biocombustíveis de segunda geração, extraídos de resíduos agrícolas e florestais.