sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Dentre as opções, corretora vê Freeport McMoRam como próxima aquisição da Vale

Ao mesmo tempo em que anunciou início de cobertura para os papéis da Vale (VALE3, VALE5), a corretora SLW disse entender que a empresa poderá buscar novas aquisições no mercado internacional, e avaliou as opções.

Entre as possíveis aquisições apontadas pela equipe de analistas, estão a Anglo American, a Alcoa, a Freeport McMoRam e a Xstrata. No entanto, destacando que a expectativa é que a Vale venha a buscar uma expansão mais representativa nos segmentos de cobre e carvão, a corretora descarta logo de cara a opção pela Alcoa, que tem sua produção totalmente voltada para linha de componentes da cadeia do alumínio.

Na mesma linha, analisando a boa exposição em cobre e carvão da Anglo American e o mix atraente de produtos da Xstrata, a SLW vê estas duas companhias como ativos atraentes, porém, devido ao alto valor de mercado de ambas, considera inviável a aquisição.

Freeport tem melhor relação custo/benefício
Atualmente a segunda maior produtora de cobre do mundo, a Freeport apresenta baixo endividamento e boa geração de caixa, o que a torna atrativa dentre as opções apresentadas. Em 2007, 78% de seu faturamento foi composto pela venda de cobre, 10% de ouro e 12% de outros produtos.

Apesar dos aspectos positivos, a SLW não acredita que a Vale venha a lançar uma oferta neste momento por qualquer empresa, incluindo a Freeport, de porte internacional. Sua equipe espera, primeiro, que a Vale estruture seu capital para que depois passe a analisar as opções disponíveis. De acordo com a corretora, este cenário é reforçado pela recente oferta global de ações, cujo valor gerado atingiu US$ 12,1 bilhões.

Condição de investment grade
Na visão de seus analistas, a soma de oferta pública com geração operacional de caixa gerará uma entrada maciça de recursos no caixa da Vale até o final deste exercício e, com isso, irá proporcionar uma condição confortável para que a empresa possa lançar uma oferta de aquisição por outra mineradora internacional até um limite na faixa dos US$ 50 bilhões.

Limite que, se não ultrapassado, permitiria apresentar uma relação dívida líquida/Ebitda na faixa de 2x e, assim, não criando risco de um eventual rebaixamento pelas agências de rating, ou em outras palavras, não ameaçando sua condição de investment grade.