Por: Gabriel Ignatti Casonato
A Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) publicou na última quarta-feira (27) um estudo sobre a atual conjuntura e as perspectivas para a economia da região, que deve manter boas taxas de crescimento apesar do cenário externo.
De acordo com as estimativas do órgão, o PIB (Produto Interno Bruto) latino-americano completará em 2008 seu quinto ano consecutivo de crescimento a uma taxa superior a 3%. Boa notícia se considerado que somente há 40 atrás pôde ser observado um ciclo de expansão semelhante.
Para a economia da América Latina, as projeções apontam para um crescimento de 4,7% neste ano, enquanto para o Brasil, o aumento previsto do PIB para o mesmo período é de 4,8%. Caso as estimativas se confirmem, será a primeira vez em pelo menos cinco anos que a expansão brasileira será maior que a da região.
Apesar de melhora, pobreza continua elevada
Paralelamente aos resultados mostrados pela atividade econômica, o relatório da instituição destaca a perspectiva de uma significativa melhora nos indicadores do mercado de trabalho latino-americano.
Destaque para a taxa de desemprego, que vem caindo paulatinamente desde 2003 e deve passar de 8% no ano passado para 7,5% em 2008, projeta a Cepal.
Por outro lado, o órgão ressalta que a pobreza na região continua muito elevada, apesar de apresentar queda acumulada desde 2002. Segundo o estudo, 35% da população da América Latina ainda sofre com a pobreza - o equivalente a 190 milhões de habitantes.
Impacto dos mercados financeiros e riscos
A comissão também avaliou os impactos do atual cenário para os mercados financeiros no crescimento da região. Para ela, a forte volatilidade que vem permeando as bolsas internacionais desde o ano passado deve prejudicar a expansão econômica global.
Neste sentido, o órgão afirma que a América Latina não será exceção à influência dos mercados. No entanto, também espera que a economia da região seja menos afetada do que em outras épocas, dado o bom momento que atravessa.
Entre os riscos para a saúde financeira das nações latino-americanas, a instituição destaca como principal o avanço da inflação, mas também aponta a desaceleração da economia norte-americana como bastante prejudicial, na medida em que afeta a demanda pelos produtos destes países.
Projeções da Cepal para o crescimento do PIB
Mais sobre a Cepal
A Cepal foi criada para monitorar as políticas direcionadas à promoção do desenvolvimento econômico da região latino-americana, assessorar as ações encaminhadas para sua promoção e contribuir para reforçar as relações econômicas dos países da área, tanto entre si como com as demais nações do mundo.
A instituição é uma das cinco comissões econômicas regionais da ONU (Organização das Nações Unidas), com fundação em fevereiro de 1948 e sede em Santiago, no Chile.
A Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) publicou na última quarta-feira (27) um estudo sobre a atual conjuntura e as perspectivas para a economia da região, que deve manter boas taxas de crescimento apesar do cenário externo.
De acordo com as estimativas do órgão, o PIB (Produto Interno Bruto) latino-americano completará em 2008 seu quinto ano consecutivo de crescimento a uma taxa superior a 3%. Boa notícia se considerado que somente há 40 atrás pôde ser observado um ciclo de expansão semelhante.
Para a economia da América Latina, as projeções apontam para um crescimento de 4,7% neste ano, enquanto para o Brasil, o aumento previsto do PIB para o mesmo período é de 4,8%. Caso as estimativas se confirmem, será a primeira vez em pelo menos cinco anos que a expansão brasileira será maior que a da região.
Apesar de melhora, pobreza continua elevada
Paralelamente aos resultados mostrados pela atividade econômica, o relatório da instituição destaca a perspectiva de uma significativa melhora nos indicadores do mercado de trabalho latino-americano.
Destaque para a taxa de desemprego, que vem caindo paulatinamente desde 2003 e deve passar de 8% no ano passado para 7,5% em 2008, projeta a Cepal.
Por outro lado, o órgão ressalta que a pobreza na região continua muito elevada, apesar de apresentar queda acumulada desde 2002. Segundo o estudo, 35% da população da América Latina ainda sofre com a pobreza - o equivalente a 190 milhões de habitantes.
Impacto dos mercados financeiros e riscos
A comissão também avaliou os impactos do atual cenário para os mercados financeiros no crescimento da região. Para ela, a forte volatilidade que vem permeando as bolsas internacionais desde o ano passado deve prejudicar a expansão econômica global.
Neste sentido, o órgão afirma que a América Latina não será exceção à influência dos mercados. No entanto, também espera que a economia da região seja menos afetada do que em outras épocas, dado o bom momento que atravessa.
Entre os riscos para a saúde financeira das nações latino-americanas, a instituição destaca como principal o avanço da inflação, mas também aponta a desaceleração da economia norte-americana como bastante prejudicial, na medida em que afeta a demanda pelos produtos destes países.
Projeções da Cepal para o crescimento do PIB
| País | 2008 | 2009 |
| Argentina | 7,0% | 5,0% |
| Brasil | 4,8% | 4,0% |
| Chile | 4,2% | 5,0% |
| México | 2,5% | 2,5% |
| Paraguai | 5,0% | 4,0% |
| Peru | 8,3% | 7,0% |
| Uruguai | 7,5% | 6,0% |
| Venezuela | 6,0% | 4,0% |
| América Latina | 4,7% | 4,0% |
Mais sobre a Cepal
A Cepal foi criada para monitorar as políticas direcionadas à promoção do desenvolvimento econômico da região latino-americana, assessorar as ações encaminhadas para sua promoção e contribuir para reforçar as relações econômicas dos países da área, tanto entre si como com as demais nações do mundo.
A instituição é uma das cinco comissões econômicas regionais da ONU (Organização das Nações Unidas), com fundação em fevereiro de 1948 e sede em Santiago, no Chile.