Por: Giulia Santos Camillo
Em busca de uma constância de resultados positivos, a Renar Maçãs (RNAR3) tem se destacado pelo anúncio de diversos investimentos, visando a expansão das atividades e redução de custos.
Com uma produção voltada 99% para maçãs - o 1% restante corresponde à produção de uva e pêra - a Renar concentrou suas atividades no mercado interno no primeiro semestre, enquanto o câmbio permanece desfavorável às exportações.
Em entrevista à InfoMoney, o diretor de Relações com Investidores da empresa, Gelmir Antônio Bahr, falou em tom otimista sobre o cenário atual para a empresa, a reversão dos prejuízos e indicou que "a empresa tem uma perspectiva de crescimento orgânico e constante de volumes e resultados". Confira a entrevista:
InfoMoney - A Renar anunciou recentemente algumas aquisições de pomares em outros estados. Há a perspectiva de maiores expansões além de Santa Catarina?
Gelmir Antônio Bahr - Investimos em um pomar em Lapa, no Paraná, em áreas arrendadas. No mês de julho, nós adquirimos um pomar no município de Vacaria, no Rio Grande do Sul. Na verdade, tem que entender que a produção de maçãs deve ser ou em Santa Catarina e Rio Grande do Sul ou nessa pequena região do Paraná. Não tem como expandir para outros estados, em maçãs.
Vamos expandir, sim, em Vacaria, no Rio Grande do Sul. A aquisição deste pomar representa a entrada na Renar na região de Vacaria, que é o grande pólo produtor de maçãs do Rio Grande do Sul.
Nos dois primeiros trimestres deste ano, a Renar alcançou uma maior produção própria e menor compra de terceiros. Isso representa uma estratégia da empresa?
Não. A empresa continua atuando fortemente na aquisição de frutas de terceiros. A redução que houve deste semestre em relação ao ano passado foi por questões de perda de produtividade desses pequenos produtores, principalmente por incidências climáticas.
A produção reflete a aquisição de pomares. Temos algumas áreas de pomares novos que vão entrar em produção no ano que vem, e essa aquisição do pomar em Vacaria, que representa 4 mil toneladas a mais de produção. O projeto Paraná entra em produção em 2010.
A Renar reverteu o prejuízo no primeiro semestre, com lucro de R$ 47 mil. Esse resultado atingiu as expectativas?
Sim. Para nós, a reversão do prejuízo foi uma grande coisa. No ano passado ficamos com prejuízo de R$ 3 milhões, nesse período já revertemos para lucro. E revertemos do primeiro trimestre também, que era R$ 1,8 milhão negativo e conseguimos fechar o acumulado do semestre em R$ 47 mil positivos. O que dá para dizer é que este será um ano positivo.
Nós tivemos um resultado positivo primeiro por um trabalho interno de redução de custos e, na outra ponta, um aumento de preço de venda no mercado por termos frutas de melhor qualidade. São esses dois fatores que influenciaram no resultado positivo do semestre.
A redução de custos que o senhor mencionou, se deve a que fatores?
Nós fizemos investimentos, aprovados no final do ano passado, que entraram em operação nesta safra, em fevereiro, em equipamentos de classificação de maçã que reduziram significativamente os nossos custos de classificação e embalagem dentro do parque.
Os investimentos foram efetuados justamente com esse objetivo de redução de custos e atingiram plenamente o efeito orçado. Isto é permanente agora, porque é derivado dos investimentos efetuados. Nós estamos, atualmente, com o equipamento mais moderno de classificação de maçãs instalado no Brasil.
O balanço semestral também mostra redução do peso das exportações. Pode-se dizer que isso é reflexo do câmbio? A valorização do real modifica a estratégia da empresa?
Sim. O aumento dos custos de frete internacional e a valorização do real fizeram com que o mercado interno ficasse equiparadamente igual ao mercado externo. Nós mantivemos os nossos contratos com os clientes parceiros no exterior, ainda temos a premissa de exportar 25% do nosso volume anualmente.
Nós temos que a cada ano levar em consideração o custo da exportação e o valor da moeda em comparação ao preço do mercado interno. Lógico, mantendo os compromissos assumidos com os clientes do exterior também. O mercado interno consegue absorver essas pequenas variações de exportação.
A empresa tem guidance para o final deste ano?
O melhor é falar em investimentos. As máquinas e equipamentos que foram instalados no início do ano representam investimentos na ordem de R$ 7 milhões, que foram aprovados no final do ano passado.
Somados a este, nós tivemos a aprovação da compra do pomar em Vacaria no valor de R$ 4,2 milhões e somados a este, tivemos a antecipação na construção de câmaras, orçadas em R$ 1,2 milhão, mais essa aprovação de R$ 2 milhões agora no final do ano. Então é um investimento na ordem de R$ 15 milhões para este ano.
A expectativa para o próximo semestre também é positiva?
O segundo semestre esperamos que seja positivo principalmente pelos preços das frutas e os volumes que estão em estoque. No segundo semestre os preços tendem a aumentar em relação ao primeiro.
Com exceção dos investimentos de R$ 7 milhões que já foram concluídos, o investimento do pomar, essas câmaras que estão sendo terminadas e os outros R$ 2 milhões, ou seja, investimos R$ 7 milhões, esses outros R$ 7 milhões vão surtir efeito a partir do ano que vem, com aumento de volume e de receita.
Em busca de uma constância de resultados positivos, a Renar Maçãs (RNAR3) tem se destacado pelo anúncio de diversos investimentos, visando a expansão das atividades e redução de custos.
Com uma produção voltada 99% para maçãs - o 1% restante corresponde à produção de uva e pêra - a Renar concentrou suas atividades no mercado interno no primeiro semestre, enquanto o câmbio permanece desfavorável às exportações.
Em entrevista à InfoMoney, o diretor de Relações com Investidores da empresa, Gelmir Antônio Bahr, falou em tom otimista sobre o cenário atual para a empresa, a reversão dos prejuízos e indicou que "a empresa tem uma perspectiva de crescimento orgânico e constante de volumes e resultados". Confira a entrevista:
InfoMoney - A Renar anunciou recentemente algumas aquisições de pomares em outros estados. Há a perspectiva de maiores expansões além de Santa Catarina?
Gelmir Antônio Bahr - Investimos em um pomar em Lapa, no Paraná, em áreas arrendadas. No mês de julho, nós adquirimos um pomar no município de Vacaria, no Rio Grande do Sul. Na verdade, tem que entender que a produção de maçãs deve ser ou em Santa Catarina e Rio Grande do Sul ou nessa pequena região do Paraná. Não tem como expandir para outros estados, em maçãs.
Vamos expandir, sim, em Vacaria, no Rio Grande do Sul. A aquisição deste pomar representa a entrada na Renar na região de Vacaria, que é o grande pólo produtor de maçãs do Rio Grande do Sul.
Nos dois primeiros trimestres deste ano, a Renar alcançou uma maior produção própria e menor compra de terceiros. Isso representa uma estratégia da empresa?
Não. A empresa continua atuando fortemente na aquisição de frutas de terceiros. A redução que houve deste semestre em relação ao ano passado foi por questões de perda de produtividade desses pequenos produtores, principalmente por incidências climáticas.
A produção reflete a aquisição de pomares. Temos algumas áreas de pomares novos que vão entrar em produção no ano que vem, e essa aquisição do pomar em Vacaria, que representa 4 mil toneladas a mais de produção. O projeto Paraná entra em produção em 2010.
A Renar reverteu o prejuízo no primeiro semestre, com lucro de R$ 47 mil. Esse resultado atingiu as expectativas?
Sim. Para nós, a reversão do prejuízo foi uma grande coisa. No ano passado ficamos com prejuízo de R$ 3 milhões, nesse período já revertemos para lucro. E revertemos do primeiro trimestre também, que era R$ 1,8 milhão negativo e conseguimos fechar o acumulado do semestre em R$ 47 mil positivos. O que dá para dizer é que este será um ano positivo.
Nós tivemos um resultado positivo primeiro por um trabalho interno de redução de custos e, na outra ponta, um aumento de preço de venda no mercado por termos frutas de melhor qualidade. São esses dois fatores que influenciaram no resultado positivo do semestre.
A redução de custos que o senhor mencionou, se deve a que fatores?
Nós fizemos investimentos, aprovados no final do ano passado, que entraram em operação nesta safra, em fevereiro, em equipamentos de classificação de maçã que reduziram significativamente os nossos custos de classificação e embalagem dentro do parque.
Os investimentos foram efetuados justamente com esse objetivo de redução de custos e atingiram plenamente o efeito orçado. Isto é permanente agora, porque é derivado dos investimentos efetuados. Nós estamos, atualmente, com o equipamento mais moderno de classificação de maçãs instalado no Brasil.
O balanço semestral também mostra redução do peso das exportações. Pode-se dizer que isso é reflexo do câmbio? A valorização do real modifica a estratégia da empresa?
Sim. O aumento dos custos de frete internacional e a valorização do real fizeram com que o mercado interno ficasse equiparadamente igual ao mercado externo. Nós mantivemos os nossos contratos com os clientes parceiros no exterior, ainda temos a premissa de exportar 25% do nosso volume anualmente.
Nós temos que a cada ano levar em consideração o custo da exportação e o valor da moeda em comparação ao preço do mercado interno. Lógico, mantendo os compromissos assumidos com os clientes do exterior também. O mercado interno consegue absorver essas pequenas variações de exportação.
A empresa tem guidance para o final deste ano?
O melhor é falar em investimentos. As máquinas e equipamentos que foram instalados no início do ano representam investimentos na ordem de R$ 7 milhões, que foram aprovados no final do ano passado.
Somados a este, nós tivemos a aprovação da compra do pomar em Vacaria no valor de R$ 4,2 milhões e somados a este, tivemos a antecipação na construção de câmaras, orçadas em R$ 1,2 milhão, mais essa aprovação de R$ 2 milhões agora no final do ano. Então é um investimento na ordem de R$ 15 milhões para este ano.
A expectativa para o próximo semestre também é positiva?
O segundo semestre esperamos que seja positivo principalmente pelos preços das frutas e os volumes que estão em estoque. No segundo semestre os preços tendem a aumentar em relação ao primeiro.
Com exceção dos investimentos de R$ 7 milhões que já foram concluídos, o investimento do pomar, essas câmaras que estão sendo terminadas e os outros R$ 2 milhões, ou seja, investimos R$ 7 milhões, esses outros R$ 7 milhões vão surtir efeito a partir do ano que vem, com aumento de volume e de receita.