Por: Gabriel Ignatti Casonato
Aquela visão extremamente favorável dos analistas para os mercados emergentes, observada até pouco tempo atrás, vem cedendo espaço a uma postura mais preocupante nas últimas avaliações. Relatório divulgado pela Merrill Lynch sobre o tema faz jus a esta percepção.
Para justificar a inversão das perspectivas às nações em desenvolvimento, os analistas da instituição citam uma série de fatores, entre eles a recente queda nos preços das commodities e os dados preocupante a respeito da situação econômica da China.
Com relação ao primeiro ponto, a leitura cautelosa do banco se baseia nas projeções negativas para os preços das commodities, às quais muitos benchmarks dos mercados emergentes possuem forte exposição.
No caso chinês, por sua vez, a preocupação parte das expectativas de desaceleração do crescimento econômico, que poderia afetar a demanda de um dos maiores mercados consumidores globais e prejudicar as empresas que exportam ao país.
Por fim, a política monetária praticada nestes países também é um fator adicional de cautela para a Merrill Lynch, na medida em que o avanço da inflação pode fazer com que os bancos centrais apliquem apertos monetários mais profundos e prolongados que o anteriormente previsto.
Espaço para queda sugere postura defensiva
Feita a análise, os analistas do banco de investimentos prevêem um espaço para queda adicional de 10% aos mercados emergentes nas próximas sessões, recomendando assim que os investidores "busquem papéis mais defensivos no curto prazo".
Contudo, o mercado brasileiro continua sendo apontado como outperform - perspectiva de desempenho acima da média - pela Merrill Lynch, assim como o chinês. Por sua vez, a Rússia conta com sugestão neutra, enquanto a Índia é apontada como underweight - abaixo da média do mercado.
Aquela visão extremamente favorável dos analistas para os mercados emergentes, observada até pouco tempo atrás, vem cedendo espaço a uma postura mais preocupante nas últimas avaliações. Relatório divulgado pela Merrill Lynch sobre o tema faz jus a esta percepção.
Para justificar a inversão das perspectivas às nações em desenvolvimento, os analistas da instituição citam uma série de fatores, entre eles a recente queda nos preços das commodities e os dados preocupante a respeito da situação econômica da China.
Com relação ao primeiro ponto, a leitura cautelosa do banco se baseia nas projeções negativas para os preços das commodities, às quais muitos benchmarks dos mercados emergentes possuem forte exposição.
No caso chinês, por sua vez, a preocupação parte das expectativas de desaceleração do crescimento econômico, que poderia afetar a demanda de um dos maiores mercados consumidores globais e prejudicar as empresas que exportam ao país.
Por fim, a política monetária praticada nestes países também é um fator adicional de cautela para a Merrill Lynch, na medida em que o avanço da inflação pode fazer com que os bancos centrais apliquem apertos monetários mais profundos e prolongados que o anteriormente previsto.
Espaço para queda sugere postura defensiva
Feita a análise, os analistas do banco de investimentos prevêem um espaço para queda adicional de 10% aos mercados emergentes nas próximas sessões, recomendando assim que os investidores "busquem papéis mais defensivos no curto prazo".
Contudo, o mercado brasileiro continua sendo apontado como outperform - perspectiva de desempenho acima da média - pela Merrill Lynch, assim como o chinês. Por sua vez, a Rússia conta com sugestão neutra, enquanto a Índia é apontada como underweight - abaixo da média do mercado.