Por: Rafael de Souza Ribeiro
Não é segredo para ninguém que os investidores estrangeiros exercem forte influência no mercado doméstico - basta olhar o desempenho do Ibovespa nos últimos dois meses, quando caminhou à deriva dos estrangeiros.
Enquanto o índice acumulou desvalorização de 10,43% em junho, o saldo da movimentação dos investidores estrangeiros na Bovespa ficou negativo em R$ 7,41 bilhões, proporção semelhante no mês de julho, quando o benchmark recuou 8,48% e o déficit contabilizado fora de R$ 7,62 bilhões.
Dois movimentos
Na visão de José Francisco de Lima Gonçalves, economista chefe do banco Fator, o investidor estrangeiro saiu da bolsa em resposta ao aumento do risco-Brasil e da aversão ao risco de um modo geral, fatores provenientes da deterioração das perspectivas para a economia mundial.
Na verdade, enfatiza Gonçalves, foram dois momentos distintos da movimentação. No primeiro, o investidor saiu da bolsa em direção à renda fixa, com a alta da Selic e a desvalorização das blue chips. O outro representou uma saída da renda variável e também do País, em função da deterioração das condições internacionais de crédito, resultando na apreciação do dólar.
Caminhando contra o fluxo
Correspondente à aproximadamente 35% da fatia do mercado, os investidores estrangeiros comprimiram o volume da renda variável no último mês. Durante o período, fora verificado um volume total de R$ 124,16 bilhões, enquanto a média dos últimos sete meses gira em torno de R$ 126 bilhões.
A queda só não foi mais significativa devido às compras executadas pelas pessoas físicas e pelos investidores institucionais, que vêm caminhando contra o fluxo da Bovespa.
De acordo com o consultor Juliano Carneiro, a divergência entre o movimento de estrangeiros e pessoas físicas consiste na falta de conhecimento quanto às alternativas de investimento por parte das pessoas físicas, que bitolam a regra de comprar e esperar os " extraordinários lucros da bolsa".
Já Gonçalves, da Fator, conclui com uma ponderação: "a busca de liquidez fez o investidor estrangeiro ignorar as perspectivas de crescimento do Brasil, melhores do que do resto do mundo".
Não é segredo para ninguém que os investidores estrangeiros exercem forte influência no mercado doméstico - basta olhar o desempenho do Ibovespa nos últimos dois meses, quando caminhou à deriva dos estrangeiros.
Enquanto o índice acumulou desvalorização de 10,43% em junho, o saldo da movimentação dos investidores estrangeiros na Bovespa ficou negativo em R$ 7,41 bilhões, proporção semelhante no mês de julho, quando o benchmark recuou 8,48% e o déficit contabilizado fora de R$ 7,62 bilhões.
Dois movimentos
Na visão de José Francisco de Lima Gonçalves, economista chefe do banco Fator, o investidor estrangeiro saiu da bolsa em resposta ao aumento do risco-Brasil e da aversão ao risco de um modo geral, fatores provenientes da deterioração das perspectivas para a economia mundial.
Na verdade, enfatiza Gonçalves, foram dois momentos distintos da movimentação. No primeiro, o investidor saiu da bolsa em direção à renda fixa, com a alta da Selic e a desvalorização das blue chips. O outro representou uma saída da renda variável e também do País, em função da deterioração das condições internacionais de crédito, resultando na apreciação do dólar.
Caminhando contra o fluxo
Correspondente à aproximadamente 35% da fatia do mercado, os investidores estrangeiros comprimiram o volume da renda variável no último mês. Durante o período, fora verificado um volume total de R$ 124,16 bilhões, enquanto a média dos últimos sete meses gira em torno de R$ 126 bilhões.
A queda só não foi mais significativa devido às compras executadas pelas pessoas físicas e pelos investidores institucionais, que vêm caminhando contra o fluxo da Bovespa.
De acordo com o consultor Juliano Carneiro, a divergência entre o movimento de estrangeiros e pessoas físicas consiste na falta de conhecimento quanto às alternativas de investimento por parte das pessoas físicas, que bitolam a regra de comprar e esperar os " extraordinários lucros da bolsa".
Já Gonçalves, da Fator, conclui com uma ponderação: "a busca de liquidez fez o investidor estrangeiro ignorar as perspectivas de crescimento do Brasil, melhores do que do resto do mundo".