André Vieira
Depois de meses sustentando cotações em alta, os produtores brasileiros de celulose sofrem fortes pressões que devem resultar na redução dos seus ganhos, segundo analistas.
A aposta é que a receita dos fabricantes comece a recuar no segundo semestre com a queda nos preços de celulose de eucalipto no mercado internacional - a primeira baixa substancial em anos.
Nesta semana, fabricantes americanos de celulose de fibra longa comunicaram reduções de preços aos clientes. A queda é esperada em torno de US$ 15 por tonelada a partir de setembro. "Quando isso acontece, é um sinal claro que virá nova baixa no preço da celulose dos produtores brasileiros", disse o analista.
Os produtores, segundo analistas, já estão sendo obrigados a conceder descontos maiores aos clientes, situação que deve se intensificar a partir de setembro. Para outubro, a expectativa é que o preço da commodity caia caso não haja reversão na apertada relação entre oferta e demanda da indústria.
Um analista disse que pelo menos um grande fabricante de celulose "está preferindo deixar de exportar" do que aceitar o preço menor para o seu produto. "O resultado é o mesmo: queda nas vendas", afirmou. Analistas esperam diminuição de US$ 30 por tonelada na celulose de eucalipto nas principais regiões no segundo semestre. Outros avaliam que o preço deve se manter estável até o fim do ano.
"O quadro não é tão positivo quanto os fabricantes querem pintar", disse outro analista. "Havia aumento de preço por causa de problemas de oferta, e não porque a demanda esteja muito forte como outras commodities, como o aço", disse.
Desde abril, o preço da celulose de eucalipto - de fibra curta - está cotado, em lista, em US$ 840 por tonelada na Europa, US$ 780 na Ásia e US$ 865 na América do Norte. O preço havia subido duas vezes neste ano para compensar a desvalorização do dólar.
Um dos motivos para a queda é que produtores de fibra da Indonésia voltaram ao mercado depois de terem reduzido sua produção por questões ligadas ao desmatamento de florestas. "Houve um reordenamento das áreas destinadas para o corte de árvores e eles estão aproveitando a proximidade com a China para reativar seus canais de exportação." Além disso, começaram a chegar com mais força ao mercado novas capacidades, como as fábricas da Suzano Papel e Celulose e da Botnia, no Uruguai, no fim de 2007.
Depois de meses sustentando cotações em alta, os produtores brasileiros de celulose sofrem fortes pressões que devem resultar na redução dos seus ganhos, segundo analistas.
A aposta é que a receita dos fabricantes comece a recuar no segundo semestre com a queda nos preços de celulose de eucalipto no mercado internacional - a primeira baixa substancial em anos.
Nesta semana, fabricantes americanos de celulose de fibra longa comunicaram reduções de preços aos clientes. A queda é esperada em torno de US$ 15 por tonelada a partir de setembro. "Quando isso acontece, é um sinal claro que virá nova baixa no preço da celulose dos produtores brasileiros", disse o analista.
Os produtores, segundo analistas, já estão sendo obrigados a conceder descontos maiores aos clientes, situação que deve se intensificar a partir de setembro. Para outubro, a expectativa é que o preço da commodity caia caso não haja reversão na apertada relação entre oferta e demanda da indústria.
Um analista disse que pelo menos um grande fabricante de celulose "está preferindo deixar de exportar" do que aceitar o preço menor para o seu produto. "O resultado é o mesmo: queda nas vendas", afirmou. Analistas esperam diminuição de US$ 30 por tonelada na celulose de eucalipto nas principais regiões no segundo semestre. Outros avaliam que o preço deve se manter estável até o fim do ano.
"O quadro não é tão positivo quanto os fabricantes querem pintar", disse outro analista. "Havia aumento de preço por causa de problemas de oferta, e não porque a demanda esteja muito forte como outras commodities, como o aço", disse.
Desde abril, o preço da celulose de eucalipto - de fibra curta - está cotado, em lista, em US$ 840 por tonelada na Europa, US$ 780 na Ásia e US$ 865 na América do Norte. O preço havia subido duas vezes neste ano para compensar a desvalorização do dólar.
Um dos motivos para a queda é que produtores de fibra da Indonésia voltaram ao mercado depois de terem reduzido sua produção por questões ligadas ao desmatamento de florestas. "Houve um reordenamento das áreas destinadas para o corte de árvores e eles estão aproveitando a proximidade com a China para reativar seus canais de exportação." Além disso, começaram a chegar com mais força ao mercado novas capacidades, como as fábricas da Suzano Papel e Celulose e da Botnia, no Uruguai, no fim de 2007.