Por: Giulia Santos Camillo
"Os números do segundo trimestre de 2008 superaram aqueles apresentados no mesmo período de 2007, o melhor trimestre operacional até então". A observação feita pelos analistas da Brascan Corretora sobre o resultado da Vale (VALE5, VALE3) demonstra claramente a opinião da instituição.
Em relação ao resultado operacional, a maioria dos números superou as expectativas da corretora, com destaque para o Ebitda (geração operacional de caixa), que fechou o trimestre em R$ 10,473 bilhões (BR GAAP), 15% acima das projeções. A margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) também atingiu patamares mais elevados do que o esperado, com diferença de 5,1 pontos percentuais.
Também considerando o padrão contábil brasileiro, o BB Investimentos recebeu o balanço da Vale com uma classificação de "satisfatório", ressaltando de um lado o bom desempenho operacional da companhia - principalmente em comparação ao desempenho do primeiro trimestre de 2008 -, e de outro o impacto da desvalorização do dólar frente ao real.
Explicando o recuo do lucro
A grande exceção à performance de crescimento dos principais indicadores operacionais da empresa na base anual foi o lucro líquido. Porém, essa queda é relativa essencialmente a receitas não-operacionais.
A Brascan destaca três principais diferenças entre o segundo trimestre deste ano e o mesmo período de 2007: a venda de participação na Log-in e na Usiminas, contabilizadas no ano passado; as perdas em função de variações cambiais e monetárias, que neste ano somaram R$ 1,425 bilhão; e as operações com derivativos geraram um ganho de R$ 1,199 bilhão no segundo trimestre deste ano, contra R$ 244 milhões no ano anterior.
Outro ponto ressaltado foi o crescimento do CPV (Custo dos Produtos Vendidos), afetado principalmente pelas despesas com material, que segundo o BB Investimentos, representaram 21,3% do total.
"Destacamos também que as despesas com energia tiveram influência da alta de preços de combustíveis no período, enquanto as despesas com pessoas sofreram o impacto do reajuste salarial dos funcionários do Brasil", completa a Brascan.
Resultados em US GAAP
Analisando os resultados no padrão contábil norte-americano, no qual a Vale alcançou um lucro recorde de US$ 5,01 bilhões, a Socopa considera o resultado positivo, principalmente se considerados os aumentos mesmo à luz da forte queda no preço médio do níquel.
"O principal fator desse crescimento foi o aumento da participação dos minerais ferrosos na receita total da companhia em virtude do expressivo aumento médio dos preços do minério de ferro e pelotas".
Enquanto isso, o Citi prevê que os investidores devem olhar mais para frente, apontando como foco a possibilidade da demanda desacelerar em 2009. "Esta perspectiva de longo prazo é lógica - embora não seja lógico que constrições de oferta (foco do primeiro semestre) estejam sendo ignoradas atualmente".
Recomendações
Diante dos resultados, a recomendação dos analistas da Socopa é de compra para as ações preferenciais classe A da Vale, enquanto a equipe da Brascan reitera a recomendação de outperform (acima da média). No mesmo sentido, o Citi sugere a compra dos ADRs (American Depositary Receipts) da mineradora.
"Os números do segundo trimestre de 2008 superaram aqueles apresentados no mesmo período de 2007, o melhor trimestre operacional até então". A observação feita pelos analistas da Brascan Corretora sobre o resultado da Vale (VALE5, VALE3) demonstra claramente a opinião da instituição.
Em relação ao resultado operacional, a maioria dos números superou as expectativas da corretora, com destaque para o Ebitda (geração operacional de caixa), que fechou o trimestre em R$ 10,473 bilhões (BR GAAP), 15% acima das projeções. A margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) também atingiu patamares mais elevados do que o esperado, com diferença de 5,1 pontos percentuais.
Também considerando o padrão contábil brasileiro, o BB Investimentos recebeu o balanço da Vale com uma classificação de "satisfatório", ressaltando de um lado o bom desempenho operacional da companhia - principalmente em comparação ao desempenho do primeiro trimestre de 2008 -, e de outro o impacto da desvalorização do dólar frente ao real.
Explicando o recuo do lucro
A grande exceção à performance de crescimento dos principais indicadores operacionais da empresa na base anual foi o lucro líquido. Porém, essa queda é relativa essencialmente a receitas não-operacionais.
A Brascan destaca três principais diferenças entre o segundo trimestre deste ano e o mesmo período de 2007: a venda de participação na Log-in e na Usiminas, contabilizadas no ano passado; as perdas em função de variações cambiais e monetárias, que neste ano somaram R$ 1,425 bilhão; e as operações com derivativos geraram um ganho de R$ 1,199 bilhão no segundo trimestre deste ano, contra R$ 244 milhões no ano anterior.
Outro ponto ressaltado foi o crescimento do CPV (Custo dos Produtos Vendidos), afetado principalmente pelas despesas com material, que segundo o BB Investimentos, representaram 21,3% do total.
"Destacamos também que as despesas com energia tiveram influência da alta de preços de combustíveis no período, enquanto as despesas com pessoas sofreram o impacto do reajuste salarial dos funcionários do Brasil", completa a Brascan.
Resultados em US GAAP
Analisando os resultados no padrão contábil norte-americano, no qual a Vale alcançou um lucro recorde de US$ 5,01 bilhões, a Socopa considera o resultado positivo, principalmente se considerados os aumentos mesmo à luz da forte queda no preço médio do níquel.
"O principal fator desse crescimento foi o aumento da participação dos minerais ferrosos na receita total da companhia em virtude do expressivo aumento médio dos preços do minério de ferro e pelotas".
Enquanto isso, o Citi prevê que os investidores devem olhar mais para frente, apontando como foco a possibilidade da demanda desacelerar em 2009. "Esta perspectiva de longo prazo é lógica - embora não seja lógico que constrições de oferta (foco do primeiro semestre) estejam sendo ignoradas atualmente".
Recomendações
Diante dos resultados, a recomendação dos analistas da Socopa é de compra para as ações preferenciais classe A da Vale, enquanto a equipe da Brascan reitera a recomendação de outperform (acima da média). No mesmo sentido, o Citi sugere a compra dos ADRs (American Depositary Receipts) da mineradora.