Por: Camila da Rocha Mendes
Em teleconferência na tarde desta quinta-feira (7), os executivos da Vale (VALE5, VALE3) enalteceram os números apresentados pela companhia referentes ao segundo trimestre e alertaram para o efeito da nova lei das S/A sobre o demonstrativo financeiro.
De acordo com a avaliação da diretoria da mineradora, excluindo-se os efeitos contábeis e o impacto da desvalorização do dólar, o resultado é compatível com o desempenho operacional do período.
Em relação à oferta primária de ações, ocorrida em julho, os executivos afirmaram que esta operação foi realizada em virtude da deterioração do mercado de crédito internacional, pois, "toda cautela financeira é necessária", explicou o presidente da mineradora, Roger Agnelli.
A captação no mercado de ações reforçou o caixa da empresa, "que agora pode explorar todas as opções de investimento que gerem valor ao nosso acionista". Além disso, com a operação, outro objetivo também foi alcançado segundo Agnelli: a elevação da nota de risco da companhia para "BBB+" pela agência Standard & Poor´s.
Aquisições
Agnelli afirmou que a busca por uma situação de caixa confortável não sinaliza que a empresa esteja mirando novas aquisições. "O crescimento orgânico é prioridade", enfatizou. Para o presidente da mineradora, ainda existem muitas reservas a serem exploradas, principalmente de cobre e carvão.
Contudo, o executivo admitiu que as aquisições não sairão do radar, e que empresas de menor porte seriam mais visadas pela Vale. Do programa de investimento orgânico da companhia, previsto em US$ 59 milhões até 2012, US$ 4 bilhões já foram executados e mais US$ 11 bilhões devem ser consumidos até o final do ano. Segundo Agnelli, nos próximos quatro anos a Vale irá dobrar de tamanho.
Guidance
A Vale estima que a produção de minério de ferro deva sair de 296 milhões de toneladas ao ano, em 2008, para 422 milhões ao final de 2012. Na mesa base de comparação, a produção de carvão vai passar de 2,2 milhões de toneladas para 15 milhões, "mas temos potencial para chegar em 40 milhões", ressaltou Agnelli.
Em quatro anos, a produção de níquel saltará de 248 mil toneladas anuais para 507 mil, e a de cobre de 284 mil para 592 mil toneladas anuais, "sendo que podemos chegar numa produção de 1 milhão de toneladas em 2012", reforçou o presidente.
"Só em minério de ferro, estamos construindo uma nova Rio Tinto nos próximos quatro anos", comparou. Em relação ao níquel, cujo preço sofreu forte desvalorização neste ano, Agnelli disse que os projetos da Vale deverão seguir o mercado, de acordo com a oferta e a demanda.
Entre os desafios que a companhia pode enfrentar, Agnelli apontou as restrições na oferta de mão-de-obra, a disposição dos prestadores de serviços "que estão com as carteiras cheias", e a dificuldade de abastecimento de suprimentos, pois "todas as empresas estão trabalhando no limite de suas capacidades".
Perspectivas
Agnelli disse que no segundo trimestre a companhia enfrentou problemas de logística importantes, entre eles as constantes invasões e bloqueios de rodovias em Carajás (PA), além de um acidente no porto de Itaguaí (RJ). Mas, segundo ele, esses problemas já foram contornados e "no terceiro trimestre a Vale trabalhará em sua velocidade normal".
"Julho foi um mês excelente, já embarcamos 28 milhões de toneladas. Agosto está indo bem. Nós atualmente estamos operando acima da nossa meta", ilustrou o executivo.
Assim como foi 2007, o presidente acredita que "2008 será o melhor ano da Vale". Agnelli destacou a forte demanda prevista para a China, assim como salientou: "Estamos investindo no Brasil para dobrar a produção de aço nos próximos anos, um trabalho forte e significativo dentro da siderurgia mundial".
Em teleconferência na tarde desta quinta-feira (7), os executivos da Vale (VALE5, VALE3) enalteceram os números apresentados pela companhia referentes ao segundo trimestre e alertaram para o efeito da nova lei das S/A sobre o demonstrativo financeiro.
De acordo com a avaliação da diretoria da mineradora, excluindo-se os efeitos contábeis e o impacto da desvalorização do dólar, o resultado é compatível com o desempenho operacional do período.
Em relação à oferta primária de ações, ocorrida em julho, os executivos afirmaram que esta operação foi realizada em virtude da deterioração do mercado de crédito internacional, pois, "toda cautela financeira é necessária", explicou o presidente da mineradora, Roger Agnelli.
A captação no mercado de ações reforçou o caixa da empresa, "que agora pode explorar todas as opções de investimento que gerem valor ao nosso acionista". Além disso, com a operação, outro objetivo também foi alcançado segundo Agnelli: a elevação da nota de risco da companhia para "BBB+" pela agência Standard & Poor´s.
Aquisições
Agnelli afirmou que a busca por uma situação de caixa confortável não sinaliza que a empresa esteja mirando novas aquisições. "O crescimento orgânico é prioridade", enfatizou. Para o presidente da mineradora, ainda existem muitas reservas a serem exploradas, principalmente de cobre e carvão.
Contudo, o executivo admitiu que as aquisições não sairão do radar, e que empresas de menor porte seriam mais visadas pela Vale. Do programa de investimento orgânico da companhia, previsto em US$ 59 milhões até 2012, US$ 4 bilhões já foram executados e mais US$ 11 bilhões devem ser consumidos até o final do ano. Segundo Agnelli, nos próximos quatro anos a Vale irá dobrar de tamanho.
Guidance
A Vale estima que a produção de minério de ferro deva sair de 296 milhões de toneladas ao ano, em 2008, para 422 milhões ao final de 2012. Na mesa base de comparação, a produção de carvão vai passar de 2,2 milhões de toneladas para 15 milhões, "mas temos potencial para chegar em 40 milhões", ressaltou Agnelli.
Em quatro anos, a produção de níquel saltará de 248 mil toneladas anuais para 507 mil, e a de cobre de 284 mil para 592 mil toneladas anuais, "sendo que podemos chegar numa produção de 1 milhão de toneladas em 2012", reforçou o presidente.
"Só em minério de ferro, estamos construindo uma nova Rio Tinto nos próximos quatro anos", comparou. Em relação ao níquel, cujo preço sofreu forte desvalorização neste ano, Agnelli disse que os projetos da Vale deverão seguir o mercado, de acordo com a oferta e a demanda.
Entre os desafios que a companhia pode enfrentar, Agnelli apontou as restrições na oferta de mão-de-obra, a disposição dos prestadores de serviços "que estão com as carteiras cheias", e a dificuldade de abastecimento de suprimentos, pois "todas as empresas estão trabalhando no limite de suas capacidades".
Perspectivas
Agnelli disse que no segundo trimestre a companhia enfrentou problemas de logística importantes, entre eles as constantes invasões e bloqueios de rodovias em Carajás (PA), além de um acidente no porto de Itaguaí (RJ). Mas, segundo ele, esses problemas já foram contornados e "no terceiro trimestre a Vale trabalhará em sua velocidade normal".
"Julho foi um mês excelente, já embarcamos 28 milhões de toneladas. Agosto está indo bem. Nós atualmente estamos operando acima da nossa meta", ilustrou o executivo.
Assim como foi 2007, o presidente acredita que "2008 será o melhor ano da Vale". Agnelli destacou a forte demanda prevista para a China, assim como salientou: "Estamos investindo no Brasil para dobrar a produção de aço nos próximos anos, um trabalho forte e significativo dentro da siderurgia mundial".