Mariana Segala - AE
A semana do Natal promete não ser a mais positiva do ano para a Bolsa de Valores de São Paulo, na opinião de analistas gráficos,que partem do estudo do histórico das cotações para inferir sobre o comportamento futuro de uma ação. Embora tenha registrado ganhos nas últimas semanas e acumular desempenho positivo neste mês, o Ibovespa – principal índice do mercado paulista – deve se aproximar do Natal com queda. "Não vejo o Ibovespa seguindo para a resistência (teto de alta), mas sim para o suporte (limite de baixa), dando seqüência à tendência de baixa que vem desde a metade deste ano", opina o grafista Luis Kurati, da consultoria pernambucana Contém.Na outra ponta, o analista gráfico Luiz Antônio Parddal, da TCX Escola de Operadores, acredita que os dez dias daqui para o fim de 2008 tendem a ser de recuperação. "Vejo uma tendência de alta. E acho que o Ibovespa pode terminar o ano na zona entre os 40 mil e os 41 mil pontos.
Para Kurati, o Ibovespa promete romper seu suporte – de 38.155 pontos – nos próximos pregões, daí eventualmente rumando para o segundo suporte, aos 35.170 pontos. A resistência provavelmente levará mais tempo para ser alcançada. O teto de alta está atualmente nos 42 mil pontos, patamar que também representa o limite do canal de baixa em que o índice está inserido há sete meses. "Não vejo o índice subindo até 42 mil pontos nesta semana", afirma Kurati. Ele ressalta que se este patamar for ultrapassado, o Ibovespa pode interromper – ao menos momentaneamente – o movimento constante para baixo.
Parddal vê os suportes do Ibovespa entre 39.220 e 37.300 pontos. Já as resistências estão localizadas entre 39.670 e 41.150 pontos. "O Ibovespa deve chegar até aí antes de terminar 2008."
Blue chips
As ações da Petrobras, segundo Kurati, estão na mesma situação que o Ibovespa, tendendo a recuar nos próximos pregões. O primeiro suporte está em R$ 21,74, seguido por outro em R$ 20,77 e um terceiro em R$ 19,84. Já as resistências são de R$ 24,75, que foi o topo formado na última quarta-feira, e R$ 28,61. Parddal coloca o limite de baixa em R$ 23,20 e R$ 20,85 e o teto de alta em R$ 25,62 e R$ 27,10. "Como o preço do petróleo está muito pressionado para baixo, terminar o ano na primeira resistência (R$ 25,62) está bom para a Petrobras."
No caso das ações da Vale, que na semana passada chegaram muito perto dos R$ 27,11, teto de alta do seu canal de baixa, devem seguir no caminho da baixa. Os suportes, segundo Kurati, estão em R$ 24,51, R$ 23,78 e R$ 23,07. Na outra ponta, as resistências se localizam em R$ 26,93 e R$ 28,35. "Quando chegarem a esse patamar, as ações passam a ter perspectivas bem melhores." Para Parddal, os suportes das ações da Vale são de R$ 24,95 e R$ 22,40, enquanto as resistências se localizam em R$ 27,50 e R$ 29,10.
Dólar
A moeda norte-americana, na contramão do Ibovespa, deve manter a tendência de alta, com a resistência localizada em R$ 2,49 e o suporte nos R$ 2,28.