terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Crédito continuará restrito no início de 2009, afirma Fecomercio

Por: Flávia Furlan Nunes

Efeito da crise financeira global, o consumidor ainda sofrerá com restrição de crédito no começo de 2009, segundo revelou a Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) nesta terça-feira (16).

De acordo com a entidade, neste
ano, a relação do crédito com o PIB (Produto Interno Bruto) superou 40%, resultado não somente de novas concessões, mas também de trocas entre as linhas de financiamento, com a substituição do crédito pessoal pelo consignado - com desconto em folha de pagamento, que, por isso, tem juros menores. Porém, desde setembro, o quadro de concessão mudou com a crise e deve perdurar até o começo de 2009.

Pa
ra as pessoas físicas, os bancos continuarão restritivos, sendo que a liberação dependerá do grau de endividamento e do comportamento da renda, em razão do menor crescimento da massa salarial, que será influenciada pela menor demanda por trabalho qualificado e pela possibilidade latente do final do ciclo de queda do desemprego.

Outras condições
A expectativa da entidade é que os financiamentos para as pessoas físicas e jurídicas cresçam em níveis inferiores a 2008. Os prazos continuarão se retraindo, o que deve, já no primeiro semestre de 2009, causar um aumento da taxa de inadimplência.

Em relação às empresas, a obtenção de crédito no sistema financeiro será mais cara e submetida a um maior rigor, devido à queda na taxa de investimento.

"As intervenções governamentais, por meio da redução dos patamares dos depósitos compulsórios, certamente adicionarão liquidez ao mercado interbancário. Entretanto, os efeitos sobre as concessões de crédito não serão automáticos", diz a entidade.