Por: Vitor Silveira Lima Oliveira
Entre os temores mais difundidos atualmente por conta da crise internacional, certamente o que mais assusta os investidores diz respeito à impossibilidade de se vislumbrar seu término. Repletos de incertezas, muitos partem em busca do fator responsável pela inversão do movimento cíclico negativo.
Como em uma bola de neve, desemprego e recessão seriam alimentados um pelo outro, levando a uma iminente catástrofe econômica, como visto durante a Grande Depressão da década de 1930.
Certamente, tal interpretação do fenômeno econômico exagera os efeitos negativos e ignora completamente que o ajuste pode ser benéfico em alguns aspectos, lançando as bases para a recuperação do compasso de expansão sustentável do produto.
Custo-benefício
Segundo analistas da consultoria First Trust Advisors, desde 1854, a economia dos Estados Unidos já passou por 32 ciclos de recessão e recuperação. O que evidencia a excentricidade de uma grave espiral negativa, como a disparada pelo crack da bolsa de Nova York em 1929.
Antes de tudo, é preciso entender que a queda no produto causada pelo desemprego é acompanhada de ganhos de eficiência e produtividade. "Isto significa que uma perda de 1% nos postos de trabalho resulta em prejuízo inferior a 1% para a produção", afirmam os economistas Brian Wesbury e Robert Stein.
Ao promoverem tais ajustes, as empresas podem alocar de novas maneiras os recursos até então empregados. Obviamente, isto não faz desaparecer os problemas por que passarão os trabalhadores demitidos, mas traz o alívio de que - considerada como um todo - a economia provavelmente estará em melhores condições em um futuro próximo.
Catalisador
Neste sentido, esperar por uma ação específica que reverta o atual movimento de perdas parece ser fora de propósito, uma vez que o retorno ao ciclo positivo é resultado de um processo natural de ajuste da economia, algo ainda mais complexo quando a crise assume proporções globais.
Ainda assim, os analistas do First Trust Advisors arriscam alguns fatores chaves para a mudança do quadro. Levando em consideração a forte desconfiança sobre o setor financeiro e a queda abrupta da velocidade com que o dinheiro circula atualmente, as medidas tomadas pelo Federal Reserve para a manutenção da oferta de moeda evitaram que estes problemas originassem uma crise de proporções semelhantes à de 1930.
Deste modo, a expansão da base monetária e uma recuperação na liquidez devem ser observadas, segundo os analistas. Todavia, o fator que acelerará a recuperação econômica, como um catalisador em uma reação química, está intrinsecamente ligado à busca humana por desenvolvimento. "Enquanto os formuladores de política não complicarem os problemas, o curso natural do crescimento retornará em sua mágica e misteriosa forma", concluem Stein e Wesbury.
Entre os temores mais difundidos atualmente por conta da crise internacional, certamente o que mais assusta os investidores diz respeito à impossibilidade de se vislumbrar seu término. Repletos de incertezas, muitos partem em busca do fator responsável pela inversão do movimento cíclico negativo.
Como em uma bola de neve, desemprego e recessão seriam alimentados um pelo outro, levando a uma iminente catástrofe econômica, como visto durante a Grande Depressão da década de 1930.
Certamente, tal interpretação do fenômeno econômico exagera os efeitos negativos e ignora completamente que o ajuste pode ser benéfico em alguns aspectos, lançando as bases para a recuperação do compasso de expansão sustentável do produto.
Custo-benefício
Segundo analistas da consultoria First Trust Advisors, desde 1854, a economia dos Estados Unidos já passou por 32 ciclos de recessão e recuperação. O que evidencia a excentricidade de uma grave espiral negativa, como a disparada pelo crack da bolsa de Nova York em 1929.
Antes de tudo, é preciso entender que a queda no produto causada pelo desemprego é acompanhada de ganhos de eficiência e produtividade. "Isto significa que uma perda de 1% nos postos de trabalho resulta em prejuízo inferior a 1% para a produção", afirmam os economistas Brian Wesbury e Robert Stein.
Ao promoverem tais ajustes, as empresas podem alocar de novas maneiras os recursos até então empregados. Obviamente, isto não faz desaparecer os problemas por que passarão os trabalhadores demitidos, mas traz o alívio de que - considerada como um todo - a economia provavelmente estará em melhores condições em um futuro próximo.
Catalisador
Neste sentido, esperar por uma ação específica que reverta o atual movimento de perdas parece ser fora de propósito, uma vez que o retorno ao ciclo positivo é resultado de um processo natural de ajuste da economia, algo ainda mais complexo quando a crise assume proporções globais.
Ainda assim, os analistas do First Trust Advisors arriscam alguns fatores chaves para a mudança do quadro. Levando em consideração a forte desconfiança sobre o setor financeiro e a queda abrupta da velocidade com que o dinheiro circula atualmente, as medidas tomadas pelo Federal Reserve para a manutenção da oferta de moeda evitaram que estes problemas originassem uma crise de proporções semelhantes à de 1930.
Deste modo, a expansão da base monetária e uma recuperação na liquidez devem ser observadas, segundo os analistas. Todavia, o fator que acelerará a recuperação econômica, como um catalisador em uma reação química, está intrinsecamente ligado à busca humana por desenvolvimento. "Enquanto os formuladores de política não complicarem os problemas, o curso natural do crescimento retornará em sua mágica e misteriosa forma", concluem Stein e Wesbury.