Média de crescimento econômico acima dos 5%, inflação estabilizada, forte expansão do crédito, boom das exportações. Tais características referem-se ao passado recente da América Latina e deixam saudade na memória dos investidores, dos tempos em que a renda variável proporcionava rendimentos excepcionais.
Mas o panorama mudou. Embora afetada tardiamente pela crise, a região sente também as conseqüências. Amostra no índice MSCI Latin America, que perdeu mais da metade de seu valor de mercado somente neste ano. E para 2009, o que esperar?
Herança ruim
A revista The Economist tenta responder à pergunta partindo da premissa de que, se dos EUA à Austrália a intervenção do Estado fez-se presente na economia, tal medida poderia ser plausível também na América Latina. Contudo, muitas das grandes economias da região pagam por "pecados cometidos no passado".
Nessa herança, descreve o periódico, estão a massiva compra de dólares por parte dos investidores mediante qualquer sinal de deterioração do mercado, e a mão fraca na condução da política monetária, mesmo com a forte desvalorização das moedas locais. Outro componente relevante é a teimosia do Estado, ao passo que a menor arrecadação de tributos em tempos de contração dificilmente é acompanhada por corte nos gastos.
Culpa do BC
"Dada a tendência declinante do mercado de commodities, aliada à desaceleração do crescimento econômico, a inflação deverá recuar e cortes no juro básico podem ocorrer durante o próximo ano", avalia a The Economist.
No caso específico brasileiro, a revista coloca relativa parcela de culpa da deterioração do PIB nacional nos movimentos (ou falta deles) do Banco Central, ao passo que o juro básico do país de 13,75% ao ano - classificado como "exagerado" - dificulta o crescimento.
Duas dicas
Economistas do Banco Mundial, do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e do FMI (Fundo Monetário Internacional) listam dois fatores relevantes neste momento: estímulo ao desenvolvimento e proteção aos ganhos sociais obtidos até agora.
"Nos últimos anos, o Banco Mundial, o BID e o FMI não tiveram muito trabalho na América Latina, pois os governos locais podiam levantar dinheiro nos mercados", analisa a The Economist, enxergando ainda a mudança vigente nas três instituições, devido ao recente fornecimento de linhas de financiamento especiais a países em crise.
Mas o panorama mudou. Embora afetada tardiamente pela crise, a região sente também as conseqüências. Amostra no índice MSCI Latin America, que perdeu mais da metade de seu valor de mercado somente neste ano. E para 2009, o que esperar?
Herança ruim
A revista The Economist tenta responder à pergunta partindo da premissa de que, se dos EUA à Austrália a intervenção do Estado fez-se presente na economia, tal medida poderia ser plausível também na América Latina. Contudo, muitas das grandes economias da região pagam por "pecados cometidos no passado".
Nessa herança, descreve o periódico, estão a massiva compra de dólares por parte dos investidores mediante qualquer sinal de deterioração do mercado, e a mão fraca na condução da política monetária, mesmo com a forte desvalorização das moedas locais. Outro componente relevante é a teimosia do Estado, ao passo que a menor arrecadação de tributos em tempos de contração dificilmente é acompanhada por corte nos gastos.
Culpa do BC
"Dada a tendência declinante do mercado de commodities, aliada à desaceleração do crescimento econômico, a inflação deverá recuar e cortes no juro básico podem ocorrer durante o próximo ano", avalia a The Economist.
No caso específico brasileiro, a revista coloca relativa parcela de culpa da deterioração do PIB nacional nos movimentos (ou falta deles) do Banco Central, ao passo que o juro básico do país de 13,75% ao ano - classificado como "exagerado" - dificulta o crescimento.
Duas dicas
Economistas do Banco Mundial, do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e do FMI (Fundo Monetário Internacional) listam dois fatores relevantes neste momento: estímulo ao desenvolvimento e proteção aos ganhos sociais obtidos até agora.
"Nos últimos anos, o Banco Mundial, o BID e o FMI não tiveram muito trabalho na América Latina, pois os governos locais podiam levantar dinheiro nos mercados", analisa a The Economist, enxergando ainda a mudança vigente nas três instituições, devido ao recente fornecimento de linhas de financiamento especiais a países em crise.