Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
A instabilidade dos mercados tornou a vida do analista difícil. Como o fluxo de notícias reserva surpresas negativas ao mercado, o investidor reage aos choques da economia; esquece racionalidade e assume a emoção em suas decisões. Não há fundamento que resista à tendência de baixa.
Ainda assim, não se pode ignorar a importância das ferramentas de análise. Com qualquer esboço de recuperação, a tendência é que as decisões voltem a responder à razão. Daí vem a importância, por vezes ignorada, da análise fundamentalista. Quando a retomada da bolsa chegar, os fundamentos devem provar seu valor.
Um estudo da agência Bloomberg reforça este argumento. No atual retrato do mercado, mais de 2.200 empresas oferecem ganhos ao investidor praticamente de graça. Grosso modo, possuem caixa superior a seu valor de mercado descontado das dívidas.
Múltiplos baratos não são novidade
Múltiplos em mínimas históricas não são novidade. Os analistas cansaram de destacar, mas o mercado resistiu em responder. A partir daí, assumiram que o investidor deve se adaptar ao momento, dançar conforme a música.
As carteiras recomendadas passaram a refletir a estratégia defensiva. Começaram a vir recheadas de ativos do setor elétrico e de saneamento; menos expostos aos solavancos da economia internacional, reconhecidos pela política de dividendos.
A volta dos fundamentos
Como o investidor deve dançar conforme a música, a volta da racionalidade pede foco nos fundamentos. Como o momento é de restrições de crédito, a sugestão dos analistas não fica só nos múltiplos atrativos, vai ao encontro de empresas com posição de caixa confortável.
Para se ter uma idéia, os 276 ativos do índice norte-americano Standard & Poor's 500 que apresentavam posição de caixa superior a seu valor de mercado mais dívidas no último episódio semelhante vivido pelos mercados, registraram média de retorno de 115% nos doze meses seguintes.
A instabilidade dos mercados tornou a vida do analista difícil. Como o fluxo de notícias reserva surpresas negativas ao mercado, o investidor reage aos choques da economia; esquece racionalidade e assume a emoção em suas decisões. Não há fundamento que resista à tendência de baixa.
Ainda assim, não se pode ignorar a importância das ferramentas de análise. Com qualquer esboço de recuperação, a tendência é que as decisões voltem a responder à razão. Daí vem a importância, por vezes ignorada, da análise fundamentalista. Quando a retomada da bolsa chegar, os fundamentos devem provar seu valor.
Um estudo da agência Bloomberg reforça este argumento. No atual retrato do mercado, mais de 2.200 empresas oferecem ganhos ao investidor praticamente de graça. Grosso modo, possuem caixa superior a seu valor de mercado descontado das dívidas.
Múltiplos baratos não são novidade
Múltiplos em mínimas históricas não são novidade. Os analistas cansaram de destacar, mas o mercado resistiu em responder. A partir daí, assumiram que o investidor deve se adaptar ao momento, dançar conforme a música.
As carteiras recomendadas passaram a refletir a estratégia defensiva. Começaram a vir recheadas de ativos do setor elétrico e de saneamento; menos expostos aos solavancos da economia internacional, reconhecidos pela política de dividendos.
A volta dos fundamentos
Como o investidor deve dançar conforme a música, a volta da racionalidade pede foco nos fundamentos. Como o momento é de restrições de crédito, a sugestão dos analistas não fica só nos múltiplos atrativos, vai ao encontro de empresas com posição de caixa confortável.
Para se ter uma idéia, os 276 ativos do índice norte-americano Standard & Poor's 500 que apresentavam posição de caixa superior a seu valor de mercado mais dívidas no último episódio semelhante vivido pelos mercados, registraram média de retorno de 115% nos doze meses seguintes.