segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Recuperação? Só no segundo semestre de 2009, diz pesquisa do Citigroup

Se o presente é de perdas e incertezas, o horizonte promete ganhos durante o próximo ano. Pelo menos é o que aponta a pesquisa divulgada pelo Citigroup nesta segunda-feira (15), na qual mais de 40% dos investidores institucionais projeta que o índice S&P 500 encerrará 2009 acima dos 1.100 pontos, o que corresponderia a uma valorização de 24,1% frente ao fechamento da última sessão.

Tal expectativa otimista se estende às projeções quanto ao término da recessão norte-americana, ao passo que a maioria dos entrevistados pelo banco norte-americano prevê fim deste quadro critico durante o segundo semestre do próximo ano, não sabendo ao certo em qual dos dois trimestres do período o panorama recessivo se extinguirá.

Fundo do poço?
Quem não tem mais nada a perder, só vai poder ganhar. Essa é a síntese do cenário estimado pelos respondentes da pesquisa, dado que, para pouco mais da metade dos entrevistados, o mercado acionário nos EUA já atingiu patamares mínimos.

Na tentativa de reduzir prováveis perdas, 95% dos investidores institucionais já anteciparam possíveis declínios nos ganhos com ações que possam ter durante o aguardado ano de 2009. Contudo, revisões pessimistas nas estimativas dos analistas não necessariamente refletirão nos preços dos ativos, devido aos gerenciadores de fundos já terem adiantado este viés negativo.

Bancos e tecnológicas são prediletos
Entre os setores favoritos para concretizarem a retomada, o tecnológico e o financeiro lideram a lista das preferências para os entrevistados. Do outro lado, fabricantes de bens de consumo, indústrias, manufatureiras e produtoras de energia detêm estimativas negativas, devendo obter recuperação posterior.

Por último, merecem ênfase as características históricas dos ciclos de recuperação antecedentes a este, cujo teor inclui a ocorrência da virada durante a metade da recessão econômica e tendência de performance superior de ações ligadas ao setor financeiro em relação à média do mercado, o que não ocorre sempre.