terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Obama defende pacote de estímulo no valor de US$ 775 bilhões

Por: Giulia Santos Camillo

Após figurar nas principais manchetes internacionais da última sessão, o pacote de estímulo econômico de Barack Obama entra novamente em destaque nesta terça-feira (6). Dessa vez, a novidade se refere aos rumores de que o presidente-eleito dos EUA teria defendido um plano no valor de US$ 775 bilhões, em reunião com os líderes do Congresso na noite de segunda-feira.

Na ocasião, o novo presidente norte-americano teria discutido detalhes do pacote com líderes democratas e republicanos, de forma a facilitar a sua aprovação no Senado e na Casa dos Representantes. De acordo com a mídia internacional, Obama continua a defender um plano que inclua investimentos em infra-estrutura e cortes nos impostos.

Após a reunião, o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, afirmou que os republicanos reagiriam com entusiasmo à inclusão de um programa de corte de impostos no pacote. Cabe lembrar que
os rumores indicam a destinação de até 40% do plano a reduções na tributação de indivíduos e empresas.

Mais caro
Embora o valor defendido por Obama seja inferior ao montante mais cotado pelo mercado - de US$ 800 bilhões -, o líder democrata no Senado, Harry Reid, afirmou que o presidente-eleito havia mencionado outras quantias durante a reunião. Segundo ele, Obama "indicou que há pelo menos 20 economistas com os quais ele conversou, e, com exceção de um, todos acreditam que o plano deve ser de US$ 800 bilhões a US$ 1,2 trilhão ou US$ 1,3 trilhão".

Reunião do Congresso
A reunião do novo presidente dos Estados Unidos - que toma posse em 20 de janeiro - com os líderes do Congresso tem como objetivo facilitar um acordo entre os dois partidos, para apressar a aprovação do pacote. Depois do encontro, Obama afirmou que "nós temos que agir agora contra essa crise e quebrar o momentum da recessão, ou os próximos anos podem ser dramaticamente piores".

A idéia inicial é que o plano seja aprovado ainda neste mês, porém a votação deve ser complicada. Cabe lembrar que o novo Congresso norte-americano tem sua primeira reunião na próxima quinta-feira (8), mesmo dia em que está programado um discurso de Obama sobre as condições econômicas do país.