Por: Nathália A. Terra Pereira
A despeito do sentimento de que o pior da crise financeira já passou, os principais bancos da Europa e dos EUA ainda têm muitas perdas a revelar em seus próximos resultados. A afirmação vem de ninguém menos que Dominique Strauss-Kahn, chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional).
Em entrevista concedida ao jornal francês Le Figaro na última terça-feira (24), Strauss-Kahn afirmou que apenas metade dos prejuízos registrados pelo setor já foi divulgado ao mercado. "É possível que 50% das perdas estejam escondidas em seus balanços", disse o dirigente.
Segundo Strauss-Kahn, a situação é particularmente mais complicada entre as instituições financeiras européias do que nas norte-americanas. Indagado quanto ao mercado cambial, o diretor do FMI disse ver um euro muito valorizado.
"O FMI acredita que o euro está provavelmente um pouco valorizado demais, mas é difícil determinar um ponto de equilíbrio inquestionável entre as moedas", disse Strauss-Kahn.
Estratégias para desenvolvimento
Strauss-Kahn também abordou em sua entrevista a atual estratégia de desenvolvimento econômico da Europa e o lugar ocupado pelo continente no panorama internacional. "Os europeus devem traçar uma estratégia se não quiserem deixar que a relação China-EUA domine o debate global nos próximos 20 anos", afirmou.
Para Strauss-Kahn, dois são os principais fatores que atualmente determinam o status econômico de um país ou região no mundo: o aspecto demográfico e o tecnológico. "A Europa tem uma grande população, com cerca de 500 milhões de habitantes, mas o front tecnológico não tem progredido o suficiente", disse.
A despeito do sentimento de que o pior da crise financeira já passou, os principais bancos da Europa e dos EUA ainda têm muitas perdas a revelar em seus próximos resultados. A afirmação vem de ninguém menos que Dominique Strauss-Kahn, chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional).
Em entrevista concedida ao jornal francês Le Figaro na última terça-feira (24), Strauss-Kahn afirmou que apenas metade dos prejuízos registrados pelo setor já foi divulgado ao mercado. "É possível que 50% das perdas estejam escondidas em seus balanços", disse o dirigente.
Segundo Strauss-Kahn, a situação é particularmente mais complicada entre as instituições financeiras européias do que nas norte-americanas. Indagado quanto ao mercado cambial, o diretor do FMI disse ver um euro muito valorizado.
"O FMI acredita que o euro está provavelmente um pouco valorizado demais, mas é difícil determinar um ponto de equilíbrio inquestionável entre as moedas", disse Strauss-Kahn.
Estratégias para desenvolvimento
Strauss-Kahn também abordou em sua entrevista a atual estratégia de desenvolvimento econômico da Europa e o lugar ocupado pelo continente no panorama internacional. "Os europeus devem traçar uma estratégia se não quiserem deixar que a relação China-EUA domine o debate global nos próximos 20 anos", afirmou.
Para Strauss-Kahn, dois são os principais fatores que atualmente determinam o status econômico de um país ou região no mundo: o aspecto demográfico e o tecnológico. "A Europa tem uma grande população, com cerca de 500 milhões de habitantes, mas o front tecnológico não tem progredido o suficiente", disse.