Mariana Segala (msegala@brasileconomico.com.br)
Os dados do primeiro semestre compilados pela Federação Mundial de Bolsas (WFE, na sigla em inglês) indicam que a BM&F Bovespa está conseguindo conquistar espaço frente às suas concorrentes.
O destaque, por enquanto, está no mercado de opções. A bolsa brasileira encerrou o semestre como a segunda do mundo em número de contratos de opções sobre ações negociados.
Foram mais de 424 milhões de opções, segundo a WFE, um aumento de 80% em relação ao mesmo período do ano passado - cifra que a colocou atrás apenas da Chicago Board Options Exchange (CBOE), bolsa americana especializada no segmento.
No ranking anual de 2009, a BM&F Bovespa ficou na quarta posição na negociação de opções. Neste ano até julho, conseguiu bater bolsas americanas como a International Securities Exchange (ISE), primeira colocada no ano passado, e a Nasdaq.
Na contagem mensal, a BM&F Bovespa chegou a liderar o ranking da WFE em março.
"Nosso mercado foi liderado, obviamente, pelas opções sobre ações da Petrobras e da Vale, que são, individualmente, as mais negociadas no mundo", diz o presidente da BM&F Bovespa, Edemir Pinto.
No ano passado, o número de opções sobre as ações preferenciais classe A da Vale e sobre as preferenciais da Petrobras representou, respectivamente, 7,4% e 7,2% do total de contratos negociados no mundo, segundo levantamento da Associação Internacional do Mercado de Opções (Ioma, na sigla em inglês), em conjunto com a WFE.
Além do aumento no número de opções negociadas, também contribuiu para o pequeno salto da BM&F Bovespa o fato de as bolsas estrangeiras terem vivido um momento de retração nas operações desse segmento.
"O volume de negócios com ações caiu muito nos EUA neste ano, levando junto o mercado de opções", avalia o analista da Equity Research Desk, Bernardo Mariano.
Na bolsa brasileira, ocorreu o contrário - captando, talvez, os volumes saídos dos outros cantos do mundo.
Indicadores
Em outros quesitos, no entanto, as estatísticas da WFE mostram que a BM&F Bovespa ainda tem muito a crescer.
A bolsa brasileira não chega a aparecer entre as "cinco mais" de segmentos como a negociação de contratos futuros de índices ou de opções sobre índices.
Também está longe de ter representatividade nas operações com fundos de índices (ETFs), produtos securitizados ou bônus.
A bolsa também não figurou entre as dez maiores em número de ofertas iniciais (IPOs), mas ficou em décimo lugar em valores levantados em IPOs (US$ 3,8 bilhões no semestre).
Perdeu posição no valor de capitalização das empresas listadas no pregão - caiu do nono lugar em 2009 para o décimo no semestre passado.
"Isso está relacionado com o tamanho da economia brasileira e o número de empresas de capital aberto, ainda pequeno por aqui", explica o analista da corretora Ágora, Aloisio Lemos.
A BM&F Bovespa também não entrou na lista das bolsas com maior volume de operações eletrônicas com ações, o que deve mudar, na avaliação de Lemos, com os esforços da bolsa em conquistar investidores de alta frequência.
Os dados do primeiro semestre compilados pela Federação Mundial de Bolsas (WFE, na sigla em inglês) indicam que a BM&F Bovespa está conseguindo conquistar espaço frente às suas concorrentes.
O destaque, por enquanto, está no mercado de opções. A bolsa brasileira encerrou o semestre como a segunda do mundo em número de contratos de opções sobre ações negociados.
Foram mais de 424 milhões de opções, segundo a WFE, um aumento de 80% em relação ao mesmo período do ano passado - cifra que a colocou atrás apenas da Chicago Board Options Exchange (CBOE), bolsa americana especializada no segmento.
No ranking anual de 2009, a BM&F Bovespa ficou na quarta posição na negociação de opções. Neste ano até julho, conseguiu bater bolsas americanas como a International Securities Exchange (ISE), primeira colocada no ano passado, e a Nasdaq.
Na contagem mensal, a BM&F Bovespa chegou a liderar o ranking da WFE em março.
"Nosso mercado foi liderado, obviamente, pelas opções sobre ações da Petrobras e da Vale, que são, individualmente, as mais negociadas no mundo", diz o presidente da BM&F Bovespa, Edemir Pinto.
No ano passado, o número de opções sobre as ações preferenciais classe A da Vale e sobre as preferenciais da Petrobras representou, respectivamente, 7,4% e 7,2% do total de contratos negociados no mundo, segundo levantamento da Associação Internacional do Mercado de Opções (Ioma, na sigla em inglês), em conjunto com a WFE.
Além do aumento no número de opções negociadas, também contribuiu para o pequeno salto da BM&F Bovespa o fato de as bolsas estrangeiras terem vivido um momento de retração nas operações desse segmento.
"O volume de negócios com ações caiu muito nos EUA neste ano, levando junto o mercado de opções", avalia o analista da Equity Research Desk, Bernardo Mariano.
Na bolsa brasileira, ocorreu o contrário - captando, talvez, os volumes saídos dos outros cantos do mundo.
Indicadores
Em outros quesitos, no entanto, as estatísticas da WFE mostram que a BM&F Bovespa ainda tem muito a crescer.
A bolsa brasileira não chega a aparecer entre as "cinco mais" de segmentos como a negociação de contratos futuros de índices ou de opções sobre índices.
Também está longe de ter representatividade nas operações com fundos de índices (ETFs), produtos securitizados ou bônus.
A bolsa também não figurou entre as dez maiores em número de ofertas iniciais (IPOs), mas ficou em décimo lugar em valores levantados em IPOs (US$ 3,8 bilhões no semestre).
Perdeu posição no valor de capitalização das empresas listadas no pregão - caiu do nono lugar em 2009 para o décimo no semestre passado.
"Isso está relacionado com o tamanho da economia brasileira e o número de empresas de capital aberto, ainda pequeno por aqui", explica o analista da corretora Ágora, Aloisio Lemos.
A BM&F Bovespa também não entrou na lista das bolsas com maior volume de operações eletrônicas com ações, o que deve mudar, na avaliação de Lemos, com os esforços da bolsa em conquistar investidores de alta frequência.