Marcia Pinheiro (mpinheiro@brasileconomico.com.br)
“O que o BNDES fez foi apropriado, no momento. Mas até onde poderá ir, sem colocar o país em risco?”
O Brasil passou muito bem pelas crises financeiras nos Estados Unidos e Europa, segundo avaliou Sebastián Briozzo, diretor de ratings soberanos da agência de classificação de risco Standard & Poor's.
De acordo com ele, o fato de o país estar bem preparado já estava incorporado ao grau de investimento.
Confira abaixo alguns trechos da entrevista concedida ao Brasil Econômico:
Brasil Econômico - O que falta para o país ter uma melhora em sua nota?
Sebastián Briozzo - As reformas fiscal, previdenciária e tributária facilitariam o caminho. Isso porque o nível da dívida líquida brasileira é da ordem de 45% do Produto Interno Bruto [PIB], enquanto a mediana dos demais pares (com classificação BBB) é de 34%.
De todo modo, já é um avanço o Brasil ter 95% do seu débito em moeda local, mas preocupam os 34% da dívida atrelados à taxa básica de juros [Selic].
Quais as melhoras observadas no Brasil?
O marco político-institucional melhorou a olhos vistos. A democracia está mais avançada. Há estabilidade para o país passar pelas reformas necessárias.
No balanço de riscos, o país está mais para upgrade ou downgrade?
Temos uma visão otimista sobre o Brasil. No cenário macroeconômico, há um ciclo virtuoso, com juros mais baixos, e a situação fiscal está mais confortável.
O que é objeto de preocupação?
Estamos observando o papel do BNDES no próximo governo. O que o banco fez neste governo foi apropriado no momento, mas até quando sua expansão pode ir sem tomar mais riscos para o país? Estamos atentos, não preocupados.
“O que o BNDES fez foi apropriado, no momento. Mas até onde poderá ir, sem colocar o país em risco?”
O Brasil passou muito bem pelas crises financeiras nos Estados Unidos e Europa, segundo avaliou Sebastián Briozzo, diretor de ratings soberanos da agência de classificação de risco Standard & Poor's.
De acordo com ele, o fato de o país estar bem preparado já estava incorporado ao grau de investimento.
Confira abaixo alguns trechos da entrevista concedida ao Brasil Econômico:
Brasil Econômico - O que falta para o país ter uma melhora em sua nota?
Sebastián Briozzo - As reformas fiscal, previdenciária e tributária facilitariam o caminho. Isso porque o nível da dívida líquida brasileira é da ordem de 45% do Produto Interno Bruto [PIB], enquanto a mediana dos demais pares (com classificação BBB) é de 34%.
De todo modo, já é um avanço o Brasil ter 95% do seu débito em moeda local, mas preocupam os 34% da dívida atrelados à taxa básica de juros [Selic].
Quais as melhoras observadas no Brasil?
O marco político-institucional melhorou a olhos vistos. A democracia está mais avançada. Há estabilidade para o país passar pelas reformas necessárias.
No balanço de riscos, o país está mais para upgrade ou downgrade?
Temos uma visão otimista sobre o Brasil. No cenário macroeconômico, há um ciclo virtuoso, com juros mais baixos, e a situação fiscal está mais confortável.
O que é objeto de preocupação?
Estamos observando o papel do BNDES no próximo governo. O que o banco fez neste governo foi apropriado no momento, mas até quando sua expansão pode ir sem tomar mais riscos para o país? Estamos atentos, não preocupados.