Conrado Mazzoni (cmazzoni@brasileconomico.com.br)
A postura defensiva dos investidores nos mercados de ações denota o ceticismo quanto ao processo de recuperação dos países desenvolvidos, principalmente a economia dos Estados Unidos.
Após ter se aproximado dos 69 mil pontos na semana passada, o Ibovespa, principal índice de ações da BM&FBovespa, já amarga queda de 3,12% na semana, aos 65.966 pontos.
Um patamar com viés de alta, segundo avaliação da consultoria Wagner Investimentos, que identifica as tendências de longo prazo da bolsa, mapeando o posicionamento de grandes investidores, como fundos de pensão.
"O índice pode atingir, no médio prazo, a região de 71 mil pontos", afirma o analista da consultoria José Raymundo Faria Jr. O modelo trabalha com o conceito de concentração de médio prazo dos fundos.
Atualmente, estão situados em uma banda entre 66 mil e 64,5 mil pontos. "Se ficar abaixo desse piso, recomendamos saída".
O problema de ficar acima dos 64,5 mil pontos e confirmar a tese revelada pelos dados quantitativos é o ambiente de aversão ao risco.
O mercado tem ignorado que a recuperação nos Estados Unidos significa crescimento, embora lento e gradual.
"Veremos a economia americana patinando. E a bolsa sofrerá maior variação de preços. Provavelmente quem conseguir aproveitar melhor essas variações deve ter um desempenho mais interessante", confia Faria Jr.
Ele recomenda que o investidor com horizonte de investimento mais longo deve pensar em elevar a exposição em bolsa, "desde que se comprometa em sair quando ficar abaixo dos 64,5 mil pontos, onde o índice poderia buscar talvez os 60 mil pontos novamente".
A questão é que o conservadorismo conjuntural atual do mercado esbarra no conservadorismo estrutural da comunidade investidora no país.
Tanto que vigora ainda o procedimento de comprar na alta, mediante as manchetes de recordes, e vender na baixa.
Porém, "desconfiamos que aquele momento até maio de 2008 -alta contínua na bolsa - não vai retornar", lembra o analista.
Isso exigirá estratégias mais apuradas nas finanças. Passado o primeiro semestre da implantação da Análise do Perfil do Investidor (API), elaborada pelo Itaú Unibanco com quase 300 mil clientes que utilizam produtos diversos (poupança, CDB, fundos, previdência e ações), há dados relevantes a respeito das características dos investidores.
Em primeiro lugar, 40% do total está com investimentos adequados para seu perfil. Já 31% carrega na carteira menos risco do que permitiria seu perfil, enquanto 29% possui mais risco que o possível. "As pessoas não conheciam o perfil da carteira e nem o próprio perfil.
Portanto, é natural, em um primeiro exercício, que hajam divergências", explicaram via chat os diretores Osvaldo do Nascimento, responsável pelas operações investimentos pessoa física e previdência do banco, e Claudio Cesar Sanches, da área de produtos de investimentos e previdência.
A distribuição é: 41% são conservadores, 26% moderados, 28% arrojados e 5% agressivos.
Questionados sobre a meta da BM&F Bovespa de ter cinco milhões de investidores pessoa física até 2014, responderam: "é um aumento significativo mas possível de ser atingido dependendo da conjuntura econômica, cenário de menor taxa de juros, obtenção de conhecimento dos produtos de investimento e etc."
A postura defensiva dos investidores nos mercados de ações denota o ceticismo quanto ao processo de recuperação dos países desenvolvidos, principalmente a economia dos Estados Unidos.
Após ter se aproximado dos 69 mil pontos na semana passada, o Ibovespa, principal índice de ações da BM&FBovespa, já amarga queda de 3,12% na semana, aos 65.966 pontos.
Um patamar com viés de alta, segundo avaliação da consultoria Wagner Investimentos, que identifica as tendências de longo prazo da bolsa, mapeando o posicionamento de grandes investidores, como fundos de pensão.
"O índice pode atingir, no médio prazo, a região de 71 mil pontos", afirma o analista da consultoria José Raymundo Faria Jr. O modelo trabalha com o conceito de concentração de médio prazo dos fundos.
Atualmente, estão situados em uma banda entre 66 mil e 64,5 mil pontos. "Se ficar abaixo desse piso, recomendamos saída".
O problema de ficar acima dos 64,5 mil pontos e confirmar a tese revelada pelos dados quantitativos é o ambiente de aversão ao risco.
O mercado tem ignorado que a recuperação nos Estados Unidos significa crescimento, embora lento e gradual.
"Veremos a economia americana patinando. E a bolsa sofrerá maior variação de preços. Provavelmente quem conseguir aproveitar melhor essas variações deve ter um desempenho mais interessante", confia Faria Jr.
Ele recomenda que o investidor com horizonte de investimento mais longo deve pensar em elevar a exposição em bolsa, "desde que se comprometa em sair quando ficar abaixo dos 64,5 mil pontos, onde o índice poderia buscar talvez os 60 mil pontos novamente".
A questão é que o conservadorismo conjuntural atual do mercado esbarra no conservadorismo estrutural da comunidade investidora no país.
Tanto que vigora ainda o procedimento de comprar na alta, mediante as manchetes de recordes, e vender na baixa.
Porém, "desconfiamos que aquele momento até maio de 2008 -alta contínua na bolsa - não vai retornar", lembra o analista.
Isso exigirá estratégias mais apuradas nas finanças. Passado o primeiro semestre da implantação da Análise do Perfil do Investidor (API), elaborada pelo Itaú Unibanco com quase 300 mil clientes que utilizam produtos diversos (poupança, CDB, fundos, previdência e ações), há dados relevantes a respeito das características dos investidores.
Em primeiro lugar, 40% do total está com investimentos adequados para seu perfil. Já 31% carrega na carteira menos risco do que permitiria seu perfil, enquanto 29% possui mais risco que o possível. "As pessoas não conheciam o perfil da carteira e nem o próprio perfil.
Portanto, é natural, em um primeiro exercício, que hajam divergências", explicaram via chat os diretores Osvaldo do Nascimento, responsável pelas operações investimentos pessoa física e previdência do banco, e Claudio Cesar Sanches, da área de produtos de investimentos e previdência.
A distribuição é: 41% são conservadores, 26% moderados, 28% arrojados e 5% agressivos.
Questionados sobre a meta da BM&F Bovespa de ter cinco milhões de investidores pessoa física até 2014, responderam: "é um aumento significativo mas possível de ser atingido dependendo da conjuntura econômica, cenário de menor taxa de juros, obtenção de conhecimento dos produtos de investimento e etc."