Em relatório, HSBC aposta em rally financeiro com Palocci. Qualquer comentário sobre Meirelles mexerá com investidores, diz banco
Aline Cury Zampieri, iG
Os mercados financeiros devem reagir favoravelmente a uma indicação de Antônio Palocci para ministro da Casa Civil ou da Fazenda. Em relatório desta segunda-feira, a área internacional de pesquisa do HSBC diz que o primeiro anúncio importante do novo governo será justamente a Casa Civil.
Segundo o banco, uma eventual escolha de Palocci para a vaga (há especulações de que ele possa comandar a Petrobras) será interpretada pelos agentes financeiros como um sinal de que a nova administração seguirá uma estratégia similar à do presidente Lula durante seu primeiro mandato, particularmente de uma mudança na política fiscal.
Outro nome que tem sido frequentemente citado para a vaga, diz o HSBC, é o de Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte (MG). “Nós vemos espaço para um rally nos mercados se Palocci ficar com a Casa Civil, mas mantemos um tom mais tímido se Pimentel ou outra pessoa assumir o cargo, a não ser que Palocci seja nomeado ministro da Fazenda.”
Para a Fazenda, o consenso é de que a primeira escolha de Dilma será Luciano Coutinho, presidente do BNDES, diz o HSBC. Entretanto, muitos acreditam que ele mesmo preferiria continuar onde está. Depois de Coutinho e Palocci, Guido Mantega aparece como um nome forte para continuar no cargo, sobretudo após sua boa performance nas intervenções da chamada guerra de moedas.
No que diz respeito ao Banco Central, a reposição de Henrique Meirelles está longe de confirmada, mas qualquer comentário nesse sentido deve mexer com os mercados, especialmente se a substituição for por uma pessoa que possa ser percebida como menos autônoma. Por enquanto, a visão majoritária é de que Meirelles continuará no cargo, pelo menos durante o primeiro ano de governo de Dilma Rousseff.
Controle de capital
A casa lembra que os investidores estrangeiros se assustaram com as recentes altas no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para transações financeiras. "Apesar de não acreditarmos que a taxação foi totalmente absorvida, o medo de mais medidas deve continuar a crescer no mercado. Nossa visão é de que, na falta de um ajuste fiscal forte, as taxas devem ficar altas e podem subir. Na ausência de novos anúncios, o dólar pode facilmente passar a negociar abaixo de R$ 1,70."
Aline Cury Zampieri, iG
Os mercados financeiros devem reagir favoravelmente a uma indicação de Antônio Palocci para ministro da Casa Civil ou da Fazenda. Em relatório desta segunda-feira, a área internacional de pesquisa do HSBC diz que o primeiro anúncio importante do novo governo será justamente a Casa Civil.
Segundo o banco, uma eventual escolha de Palocci para a vaga (há especulações de que ele possa comandar a Petrobras) será interpretada pelos agentes financeiros como um sinal de que a nova administração seguirá uma estratégia similar à do presidente Lula durante seu primeiro mandato, particularmente de uma mudança na política fiscal.
Outro nome que tem sido frequentemente citado para a vaga, diz o HSBC, é o de Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte (MG). “Nós vemos espaço para um rally nos mercados se Palocci ficar com a Casa Civil, mas mantemos um tom mais tímido se Pimentel ou outra pessoa assumir o cargo, a não ser que Palocci seja nomeado ministro da Fazenda.”
Para a Fazenda, o consenso é de que a primeira escolha de Dilma será Luciano Coutinho, presidente do BNDES, diz o HSBC. Entretanto, muitos acreditam que ele mesmo preferiria continuar onde está. Depois de Coutinho e Palocci, Guido Mantega aparece como um nome forte para continuar no cargo, sobretudo após sua boa performance nas intervenções da chamada guerra de moedas.
No que diz respeito ao Banco Central, a reposição de Henrique Meirelles está longe de confirmada, mas qualquer comentário nesse sentido deve mexer com os mercados, especialmente se a substituição for por uma pessoa que possa ser percebida como menos autônoma. Por enquanto, a visão majoritária é de que Meirelles continuará no cargo, pelo menos durante o primeiro ano de governo de Dilma Rousseff.
Controle de capital
A casa lembra que os investidores estrangeiros se assustaram com as recentes altas no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para transações financeiras. "Apesar de não acreditarmos que a taxação foi totalmente absorvida, o medo de mais medidas deve continuar a crescer no mercado. Nossa visão é de que, na falta de um ajuste fiscal forte, as taxas devem ficar altas e podem subir. Na ausência de novos anúncios, o dólar pode facilmente passar a negociar abaixo de R$ 1,70."