Por: Karin Sato
Na análise dos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados esta semana, e da CNI (Confederação Nacional da Indústria), divulgados nesta quinta-feira (3), pode-se perceber uma nítida tendência de desaceleração da atividade industrial, no entanto, segundo a Análise Iedi, nada confirma o descompasso entre os ritmos de crescimento da oferta e da demanda, apontada insistentemente por especialistas como indicador de inflação.
Segundo a CNI, o faturamento real da indústria em maio último cresceu 5,3% em relação ao mesmo mês de 2007. Nos meses anteriores, o crescimento havia sido mais intenso. Entre janeiro e abril deste ano, a alta contabilizada foi de 8,7% ante 2007. O Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) analisa que a indústria manteve o crescimento, porém, a um ritmo menor.
Uso da capacidade instalada
Quanto à utilização da capacidade na indústria de transformação, há estabilidade há nada menos do que nove meses, como sublinha a CNI. Em maio deste ano, com dados já ajustados sazonalmente, o uso de capacidade foi de 82,8%, contra 82,9% em abril, sendo que, em setembro de 2007, o mesmo índice de 82,8% era registrado. Na comparação com maio do ano passado, quase não houve variação.
O parque produtivo não cresce em ritmo superior à demanda. Vários e importantes setores reduziram o grau de utilização, denotando que os investimentos incorporados ao parque produtivo cresceram em ritmo superior à demanda. Por outro lado, poucos foram os casos de aumento significativo: Couros e calçados, Borracha e plástico, Minerais não-metálicos e Móveis e indústrias diversas e Veículos automotores.
A conclusão é que, se há um excesso de demanda, que pressiona para cima o grau de utilização na indústria brasileira, este é o caso somente de Veículos automotores, o que, por si só, não leva a um aumento da inflação nem justifica as elevações pronunciadas da taxa básica de juros, a Selic. De acordo com o Iedi, seria mais o caso de controlar o crédito, que mais alimenta a demanda deste setor específico.
Na análise dos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados esta semana, e da CNI (Confederação Nacional da Indústria), divulgados nesta quinta-feira (3), pode-se perceber uma nítida tendência de desaceleração da atividade industrial, no entanto, segundo a Análise Iedi, nada confirma o descompasso entre os ritmos de crescimento da oferta e da demanda, apontada insistentemente por especialistas como indicador de inflação.
Segundo a CNI, o faturamento real da indústria em maio último cresceu 5,3% em relação ao mesmo mês de 2007. Nos meses anteriores, o crescimento havia sido mais intenso. Entre janeiro e abril deste ano, a alta contabilizada foi de 8,7% ante 2007. O Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) analisa que a indústria manteve o crescimento, porém, a um ritmo menor.
Uso da capacidade instalada
Quanto à utilização da capacidade na indústria de transformação, há estabilidade há nada menos do que nove meses, como sublinha a CNI. Em maio deste ano, com dados já ajustados sazonalmente, o uso de capacidade foi de 82,8%, contra 82,9% em abril, sendo que, em setembro de 2007, o mesmo índice de 82,8% era registrado. Na comparação com maio do ano passado, quase não houve variação.
O parque produtivo não cresce em ritmo superior à demanda. Vários e importantes setores reduziram o grau de utilização, denotando que os investimentos incorporados ao parque produtivo cresceram em ritmo superior à demanda. Por outro lado, poucos foram os casos de aumento significativo: Couros e calçados, Borracha e plástico, Minerais não-metálicos e Móveis e indústrias diversas e Veículos automotores.
A conclusão é que, se há um excesso de demanda, que pressiona para cima o grau de utilização na indústria brasileira, este é o caso somente de Veículos automotores, o que, por si só, não leva a um aumento da inflação nem justifica as elevações pronunciadas da taxa básica de juros, a Selic. De acordo com o Iedi, seria mais o caso de controlar o crédito, que mais alimenta a demanda deste setor específico.