quarta-feira, 2 de julho de 2008

Inflação é declarada inimiga número 1 da Construção Civil

De acordo com o presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Construção), João Cláudio Robusti, toda a cadeia produtiva da construção deve se reunir e eleger a luta contra a inflação como prioridade zero.

Em junho, segundo dados do próprio sindicato, os preç
os da construção civil paulista tiveram alta de 2,14% na comparação mensal. O custo foi de R$ 789,21 por metro quadrado, sendo R$ 402,61 (51,01%) referentes à mão-de-obra e R$ 365,26 (46,28%) aos materiais. As despesas administrativas responderam por apenas R$ 21,34 (2,70%).

Para Robusti, o governo precisa tomar providências. "Não podemos permitir que a inflação no setor chegue aos dois dígitos. Para tanto, é preciso que o governo diminua suas despesas correntes para poder investir mais no estímulo ao aumento da oferta de produtos e a construção precisa investir mais em qualificação de mão-de-obra para obter ganhos em produtividade e assim evitar que os aumentos salariais no segmento pressionem o preço final das obras", disse.

Governo
As declarações do presidente do SindusCon-SP foram feitas durante reunião do Conselho Adiministrativo do CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), realizada no último dia 27 de junho, no Rio de Janeiro.

Na ocasião, também estava presente a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, que afirmou que a inflação é a maior preocupação do governo atualmente, e que ele está cuidando para controlá-la. Além disso, a ministra disse também que o governo está atento à questão de importação de materiais de construção, a fim de contrabalançar a alta dos preços dos insumos nos últimos meses.