Depois do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, agora foi a vez da Petrobras (PETR4, PETR3) levantar a suspeita de que as reservas petrolíferas recém-descobertas na camada pré-sal podem estar interligadas.
A sinalização foi dada nesta terça-feira (1), pelo diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, em Madri. O diretor afirmou que a partir dos resultados apresentados, há expectativas de unitização - processo que otimiza a produtividade, quando há um reservatório que se estende por mais de um bloco de produção.
Estrella ainda comentou que, se os blocos forem efetivamente unitizados, as empresas terão que trabalhar em conjunto na área do pré-sal, que se estende por 800 quilômetros do Espírito Santo à Santa Catarina.
Além da Petrobras, atuam na região: BG Group, ExxonMobil, Royal Dutch Shell, Hess Corp, Galp, Petrogal e Repsol.
A maior descoberta em águas profundas
O diretor da Petrobras ratificou as estimativas da empresa de que as reservas recuperáveis do campo de Tupi devem figurar entre 5 e 8 bilhões de barris equivalentes de petróleo leve. Para ele, entretanto, tais estimativas ainda são muito preliminares.
Se este volume de reservas for confirmado, Tupi será a maior descoberta em águas profundas. Estrella ainda prevê que as estimativas para os campos Carioca e Parati estarão disponíveis em até dois anos.
Mudanças nas leis
Desde a descoberta das novas reservas, a Petrobras tem discutido uma renovação das leis no setor. Atualmente, as petrolíferas compram concessões para procurar petróleo em áreas já demarcadas e, como forma de compensação do risco e investimento, elas recebem o controle sobre todas as descobertas, pagando apenas royalties ao governo.
Para o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, a aparente certeza de descoberta de petróleo na região do pré-sal unida à legislação vigente soa como "convidar os investidores a comprar um bilhete de loteria premiado", de acordo com entrevista publicada na última semana pelo diário Financial Times.
A alternativa defendida pelo presidente é o sistema de partilha de produção para a área recém-descoberta. Assim, as reservas continuam pertencentes ao país e as empresas é que receberiam participação a partir da quantidade de petróleo produzida.
Na última sexta-feira, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, também defendeu mudanças a partir das novas descobertas, só que na regra de pagamento dos royalties. Para ela, os recursos deveriam ser destinados a investimentos sociais, seguindo idéias já manifestadas pelo presidente Lula.
A sinalização foi dada nesta terça-feira (1), pelo diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, em Madri. O diretor afirmou que a partir dos resultados apresentados, há expectativas de unitização - processo que otimiza a produtividade, quando há um reservatório que se estende por mais de um bloco de produção.
Estrella ainda comentou que, se os blocos forem efetivamente unitizados, as empresas terão que trabalhar em conjunto na área do pré-sal, que se estende por 800 quilômetros do Espírito Santo à Santa Catarina.
Além da Petrobras, atuam na região: BG Group, ExxonMobil, Royal Dutch Shell, Hess Corp, Galp, Petrogal e Repsol.
A maior descoberta em águas profundas
O diretor da Petrobras ratificou as estimativas da empresa de que as reservas recuperáveis do campo de Tupi devem figurar entre 5 e 8 bilhões de barris equivalentes de petróleo leve. Para ele, entretanto, tais estimativas ainda são muito preliminares.
Se este volume de reservas for confirmado, Tupi será a maior descoberta em águas profundas. Estrella ainda prevê que as estimativas para os campos Carioca e Parati estarão disponíveis em até dois anos.
Mudanças nas leis
Desde a descoberta das novas reservas, a Petrobras tem discutido uma renovação das leis no setor. Atualmente, as petrolíferas compram concessões para procurar petróleo em áreas já demarcadas e, como forma de compensação do risco e investimento, elas recebem o controle sobre todas as descobertas, pagando apenas royalties ao governo.
Para o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, a aparente certeza de descoberta de petróleo na região do pré-sal unida à legislação vigente soa como "convidar os investidores a comprar um bilhete de loteria premiado", de acordo com entrevista publicada na última semana pelo diário Financial Times.
A alternativa defendida pelo presidente é o sistema de partilha de produção para a área recém-descoberta. Assim, as reservas continuam pertencentes ao país e as empresas é que receberiam participação a partir da quantidade de petróleo produzida.
Na última sexta-feira, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, também defendeu mudanças a partir das novas descobertas, só que na regra de pagamento dos royalties. Para ela, os recursos deveriam ser destinados a investimentos sociais, seguindo idéias já manifestadas pelo presidente Lula.